Biopsia por Agulha Fina guiada por Ecografia
No Laboratório de Anatomia Patológica realizam-se biopsias aspirativas, sob controlo ecográfico, de órgãos superficiais.
No LAP, Laboratório de Anatomia Patológica, realizam-se biopsias aspirativas, sob controlo ecográfico, de órgãos superficiais, como por exemplo tireoide, gânglios linfáticos, glândulas salivares, etc.
Quando é detetada uma tumefação, por palpação ou por ecografia, o seu médico precisa de saber qual a natureza dessa lesão para tomar as decisões mais adequadas.
- A biopsia aspirativa é um procedimento simples que permite obter algumas células para serem analisadas ao microscópio permitindo na maioria dos casos a caracterização da lesão
- É uma técnica pouco invasiva, com cerca de 95% de assertividade, dependendo da qualidade da amostra obtida. O procedimento é rápido, permitindo o resultado em 24h, exceto nos casos com procedimentos adicionais mais complexos, como por exemplo a citometria de fluxo.
- Ao realizarmos a biópsia no âmbito da Anatomia Patológica, garantimos a representatibilidade imediata da amostra e a otimização do material obtido, possibilitando o encaminhamento imediato da amostra para técnicas complementares de diagnóstico e orientação terapêutica.
- Esta abordagem é fundamental para o doente, pois permite reduzir o número de amostras insuficientes. Desta forma, evitam-se novas colheitas e garantimos a máxima celeridade no diagnóstico final.
Nos gânglios linfáticos após a obtenção do material a análise pode ser finalizada com exames complementares distintos.
Assim do mesmo modo que já foi descrito, é efetuada uma observação preliminar que permite decidir a metodologia laboratorial adequada a cada situação.
- Perante a suspeita de patologia linfoproliferativa, parte da amostra obtida é encaminhada para Citometria de Fluxo. Este método permite-nos realizar um diagnóstico assertivo entre benignidade ou malignidade e, perante esta última, proceder à sua subclassificação detalhada.
- Tratando-se de lesões não linfoproliferativas, a amostra pode ser canalizada para análises de Biologia Molecular (como a deteção de Mycobacterium tuberculosis ou HPV), ou simplesmente para a inclusão em parafina, permitindo o estudo alargado por Imunocitoquímica, assegurando assim um diagnóstico diferencial completo.



