Quer deixar de fumar? Saiba o que fazer e quais os benefícios
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Deixar de fumar é um desafio, que vale muito a pena superar pelos benefícios que traz para a saúde. Saiba como fazê-lo.
Deixar de fumar é um objetivo para muitas pessoas que reconhecem os malefícios do tabagismo.
Os benefícios de abandonar este vício são vários não só para o fumador, como também para quem o rodeia.
Como deixar de fumar?
Costuma dizer-se que o primeiro passo é querer, realmente, deixar de fumar. É essencial também ter consciência de que, mesmo não sendo fácil e havendo momentos em que se tenha vontade de desistir, vale a pena prosseguir com este propósito.
O passo seguinte é pedir ajuda ao médico de família, o qual fará uma avaliação da motivação e da possível dependência nicotínica. Também dará a uma série de orientações, entre elas o dia para deixar de fumar.
Além disso, há vários recursos disponíveis para apoiar quem quer deixar de fumar. Eis alguns exemplos: 1
- Terapêutica de substituição da nicotina: esta opção serve para “substituir” a dose diária de nicotina que a pessoa costumava consumir. Este tratamento pode prolongar-se por 8 a 12 semanas.
- Medicação: há medicamentos que também podem ajudar na cessação tabágica, como a vareniclina ou o bupropiom. Estes devem ser tomados mediante prescrição médica por um período de 8 a 12 semanas;
- Consultas de cessação tabágica: estas consultas são outro apoio importante e estão disponíveis no Serviço Nacional de Saúde.
Quais as vantagens?
Quando se deixa de fumar, os resultados são imediatos. Em pouco tempo, a pessoa vai sentir-se melhor de uma forma geral e conseguir: 1, 2
- Normalizar a pressão arterial e a frequência cardíaca;
- Normalizar os níveis de monóxido carbono no sangue;
- Respirar melhor;
- Ter mais energia;
- Melhorar a circulação sanguínea;
- Diminuir o risco de enfarte do miocárdio;
- Apurar o olfato e o paladar;
- Maior controlo de doenças, como a diabetes.
A médio e longo prazo, os benefícios também são inúmeros e prendem-se sobretudo com a redução do risco de desenvolver problemas de saúde, entre os quais: 1, 2
- Cancro, nomeadamente do pulmão ou da laringe;
- Doença cardíaca, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica;
- Tosse, pieiras, falta de ar, entre outros sintomas respiratórios;
- Doenças pulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
- Infertilidade.
O que acontece ao deixar de fumar?
No momento em que decide deixar de fumar, o fumador deve estar preparado para sentir: 1
- Tristeza;
- Insónias;
- Irritabilidade;
- Dificuldade de concentração;
- Inquietação;
- Nervosismo;
- Diminuição da frequência cardíaca;
- Aumento de apetite.
A vontade de fumar é outro dos efeitos e o mais persistente, sobretudo quando se vê um maço de tabaco ou pessoas a fumar.
Embora possam ser difíceis de suportar, estes sintomas são normais e podem prolongar-se por dias ou semanas. Por isso, vale a pena tolerá-los e ser resiliente.
Cuidados a ter depois de parar de fumar
É frequente ouvir relatos de ex-fumadores que relacionam a cessação tabágica com o aumento de peso.
Contudo, uma situação pode não levar à outra, desde que se adote alguns cuidados, tais como: 3
- Optar por fazer várias refeições ao longo do dia, com porções menores e de menor valor energético. Esta é uma forma de evitar a ingestão de snacks doces ou de outros produtos açucarados;
- Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibra, pois são mais saciantes e reduzem a absorção de hidratos de carbono e de gorduras;
- Reduzir o consumo total de gordura, diminuindo o consumo de carne, fritos, enchidos ou molhos e privilegiando a ingestão de peixes gordos, azeite e cremes vegetais;
- Evitar a ingestão de açúcares, presentes, por exemplo, em refrigerantes, cereais açucarados, bolos, bolachas, chocolates, sobremesas doces, snacks doces;
- Usar ervas aromáticas e especiarias para dar sabor aos alimentos, reduzindo, assim, a quantidade de sal ou açúcar;
- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, sobretudo destiladas (vodca, rum, tequila, aguardente) e compostas (gin, licores, cocktails).
Por fim, é importante salientar que, durante o processo, podem ocorrer recaídas, o que não implica necessariamente uma falha, mas sim, ter uma perceção melhor de como enfrentar o problema, e, principalmente, superá-lo.



