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Saúde

Fibromialgia: o que é e como tratar esta patologia

21 junho 2021
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A fibromialgia é uma doença crónica, mas cujo diagnóstico nem sempre é fácil. Fique a saber mais sobre este problema.

Em 2016, a Direção-Geral da Saúde reconheceu oficialmente a fibromialgia como uma doença, embora a Organização Mundial da Saúde já o tivesse feito há praticamente 40 anos, nos finais da década de 70 do século passado.1

 

A fibromialgia é uma doença crónica que, só no nosso país, afeta cerca de 300 mil pessoas. Parece também existir uma maior prevalência em mulheres entre os 30 e os 50 anos de idade.  

 

Esta patologia manifesta-se, essencialmente, através de fortes dores neuromusculares, cuja frequência e intensidade podem variar. A fibromialgia pode ser bastante incapacitante e ter um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

 

O que é a fibromialgia?

 

A fibromialgia pode ser considerada uma doença do foro músculo-esquelético, cujo principal sintoma é a dor generalizada, que se pode propagar e afetar diferentes regiões do corpo.

 

Além disso, é comum que as pessoas com fibromialgia sejam mais sensíveis à dor, ao stress ou aos ruídos, por exemplo.

 

Apesar da manifestação da sintomatologia não ser, necessariamente, constante, é habitual estes doentes revelarem quadros constantes de cansaço extremo, problemas de sono e dificuldades de memória e de concentração.2

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Causas

 

Os fatores de risco que favorecem o aparecimento da fibromialgia ainda não são totalmente conhecidos.

 

Porém, há algumas circunstâncias que podem contribuir para o aparecimento desta doença, como as alterações dos neurotransmissores e do processamento da dor, pelo sistema nervoso; o stress e a ansiedade; as doenças imunológicas e endócrinas; e os traumas físicos ou psicológicos.2

 

Sintomas

 

Já adiantamos quais são alguns dos sintomas mais prevalentes da fibromialgia, como é o caso da dor músculo-esquelética que pode ser difusa e imprecisa.

 

Geralmente, a sintomatologia associada à fibromialgia tende a agravar em contexto de frio, falta de descanso e/ou stress.

 

Eis aquelas que podem ser manifestações ou consequências da fibromialgia:

 

  • Formigueiro ou sensação de adormecimento dos membros;

  • Tremores;

  • Sudação;

  • Rigidez das articulações e músculos;

  • Problemas de sono;

  • Insónias ou acordar várias vezes durante a noite;

  • Fadiga e cansaço;

  • Falta de força e energia para os afazeres diários;

  • Esgotamento físico;

  • Dificuldade de concentração e memória;

  • Intolerância ao frio e/ou ao calor;

  • Enxaquecas ou cefaleias frequentes;

  • Síndrome do cólon irritável;

  • Dores menstruais intensas;

  • Disfunção da articulação temporo-mandibular;

  • Bexiga hiperativa;

  • Depressão.

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Diagnóstico

 

Geralmente, o diagnóstico da fibromialgia é feito quando, após a realização de vários exames e da exclusão de outras doenças, não se encontra explicação para o quadro clínico e sintomático apresentado pelo doente.

 

Assim, deve ser tida em consideração a história clínica do doente e feita a sua observação médica. Além disso, quando há dor difusa há mais de três meses; dor na palpação de 12 entre 18 pontos; e, pelo menos, dois dos seguintes sintomas – fadiga, alterações do sono, perturbações emocionais e dores de cabeça – significa que estamos perante um quadro suspeito de fibromialgia.

 

Tratamento

 

Como doença crónica que é, a fibromialgia não tem cura, mas podem atenuar-se os seus sintomas, recorrendo a terapêutica capaz de aliviar a dor, diminuir os níveis de ansiedade e melhorar o sono.

 

Atuando nestas três áreas, é possível garantir que o doente tem um dia a dia com mais qualidade de vida. Assim, está recomendada uma terapêutica farmacológica, mas também não farmacológica.

 

Medidas não farmacológicas

 

O controlo da fibromialgia também exige uma grande colaboração por parte do próprio doente. Por isso, o primeiro passo consiste em sensibilizar o paciente para a importância de evitar os fatores que favorecem o desenvolvimento de crises, como é o caso do stress, por exemplo.

 

Para isso, é, muitas vezes, recomendado que estes doentes sejam acompanhados por um psicólogo, de modo a conseguirem gerir melhor situações quotidianas de stress, ansiedade e nervosismo.

 

Esse acompanhamento pode ainda ser vantajoso no que diz respeito a ajudar o doente a ter uma boa higiene de sono. Para isso, é aconselhável que o paciente com fibromialgia tenha um horário de descanso regular; crie um ambiente calmo e favorável ao sono na hora de ir para a cama; e evite o consumo de estimulantes, como alimentos ou bebidas com cafeína.

 

Apesar do cansaço e da dor, característicos desta doença, a prática frequente de atividade física pode ser benéfica para os pacientes com fibromialgia. Além de ajudar a relaxar e a aliviar alguns sintomas (como a tensão muscular e os problemas de sono), é uma maneira de preservar a força e a flexibilidade muscular.

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Naturalmente que o tipo de desporto deve ser adequado aos gostos e condição física do doente. De um modo geral, é recomendado um programa de treino leve e curto no tempo, mas que seja posto em prática, de preferência, todos os dias. Esse programa deve incluir aquecimento; exercícios de fortalecimento muscular e alongamento; exercício aeróbio (caminhada, dança, exercício aquático); e relaxamento final.

 

Algumas das atividades físicas mais sugeridas para estes doentes são hidroginástica, ginástica aeróbica, Yoga, Tai-Chi e Pilates, precisamente por incluírem muitos dos tipos de exercícios anteriormente enumerados.

 

Medidas farmacológicas

 

Paralelamente, é importante que o doente recorra a alguns fármacos que ajudem a atenuar os sintomas relacionados com a fibromialgia.
Os medicamentos indicados a estes pacientes são: analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e antidepressivos, de modo a aliviar a dor, mas também a contrariar outros sintomas frequentes nestes doentes, como é o caso da fadiga, ansiedade e, mesmo, depressão.

 

Ainda que os exames possam não evidenciar qualquer problema, a fibromialgia é uma doença real, com sintomas e consequências reais para a vida e para o bem-estar dos doentes. Por isso, o seu diagnóstico e tratamento é fundamental, para um dia a dia com mais qualidade.

Fontes:

 

  1. Serviço Nacional de Saúde. (2016). Fibromialgia. Disponível aqui. 

  2. Sociedade Portuguesa de Reumatologia. Fibromialgia. Disponível aqui. 

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