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Saúde

7 dicas essenciais para prevenir lesões desportivas

26 janeiro 2021
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Fique a conhecer as principais causas de lesões desportivas e alguns passos essenciais para preveni-las e conseguir tirar o máximo partido dos seus treinos.

A prática de atividade física é essencial para a sua saúde e para o seu bem-estar físico ou mental.  Assim, prevenir lesões desportivas é fundamental para que atinja os seus objetivos de forma segura e eficaz.

 

Uma lesão muscular ou articular pode rapidamente tornar-se um problema sério, podendo obrigar à paragem total da prática de exercício. Em caso de uma rotura de um músculo ou ligamento, por exemplo, poderá mesmo correr o risco de ficar limitado na realização das mais simples tarefas do dia-a-dia.

 

As principais causas de lesões desportivas 

 

As lesões desportivas podem ter origem em várias causas como:

 

  1. As alterações posturais ao longo do tempo: ficar muito tempo numa posição pode levar a imobilidade dos músculos e articulações podendo mais tarde originar lesões vertebrais.

  2. A fraqueza muscular: músculos fracos e atrofiados podem não estar preparados para os impactos do dia a dia, por isso, quando são recrutados acima do seu limite, originam lesões devido à falta de força requerida para o movimento.

  3. Falta de preparação física: a falta de um aquecimento específico ou uma má forma física podem originar lesões graves devido à falta de preparação do corpo em efetuar um movimento.

  4. Má execução técnica: uma pobre execução técnica de um exercício pode sobrecarregar determinados músculos e/ou articulações. Por exemplo, um erro comum na realização de abdominais é o recrutamento do pescoço que pode levar a desconfortos cervicais.

 

Procurar a ajuda de um profissional de exercício físico numa fase inicial é essencial para garantir a consciência corporal e a segurança de todos os treinos. Se estiver num nível intermédio ou avançado, não ignore os sinais do seu corpo.

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7 dicas essenciais para prevenir lesões durante o treino

 

Quando executado de forma correta e segura, o exercício físico pode trazer inúmeros benefícios físicos, psicológicos e até mesmo emocionais. Para tirar o maior partido de qualquer tipo de treino, tenha em consideração estas dicas:

 

1. Tenha em atenção à execução dos exercícios

 

A componente técnica é fundamental para quem treina. Se, durante um treino, os exercícios não forem efetuados de forma correta, não só não usufruirá do rendimento e performance desejados, mas também poderão ocorrer lesões devido à execução incorreta dos exercícios.

 

Aprender e corrigir a técnica em cada exercício é fundamental. Para tal, existem profissionais certificados que o poderão ajudar a efetuar os exercícios de forma segura.

 

2. Não se esqueça de aquecer antes de treinar

 

Antes de iniciar o seu treino deve preparar o seu corpo e mente para o exercício em si.

Trabalhar a mobilidade das articulações que pretende utilizar com mais ênfase, efetuar o exercício de forma lenta e controlada e, se necessário, realizar um trabalho de libertação miofascial (massagem ou utilização de rolo, por exemplo), de forma a realizar o exercício com mais eficiência.

 

3. Procure a orientação de um profissional

 

Um profissional certificado vai acompanhá-lo em todo o processo e certificar-se que não salta nenhuma etapa, principalmente as mencionadas anteriormente.

 

Com a sua ajuda conseguirá não só resultados mais rápidos, como também tirar o maior rendimento do seu treino, ao aperfeiçoar a técnica dos exercícios e progredir de uma forma mais regular na sua prática.

 

Na Unilabs pode usufruir da consulta de Medicina Desportiva para ajudar não só a iniciar a prática de exercício físico, mas para avaliar toda a evolução e garantir que atinge o seu objetivo de forma segura e com a máxima eficácia.

 

4. Ouça o seu corpo

 

Pode acontecer durante um treino sentir uma ligeira dor muscular ou articular ao realizar certo movimento.

 

Essa dor poderá eventualmente desaparecer ou tornar-se mais grave. Portanto é importante perceber os sinais que o seu corpo dá e entender se deve arriscar continuar a efetuar o exercício ou, pelo contrário, fazer uma pausa e retomar noutro dia.

 

Há dias em que, por alguma razão, o nosso corpo não responde como desejamos e repousar é o melhor que pode fazer evitar que problemas maiores aconteçam.

 

Se durante a realização de um exercício sentir uma dor aguda, sem alívio no tempo, ou que se intensifica com um determinado movimento, deve parar imediatamente e consultar um profissional de medicina desportiva para avaliar a extensão da lesão.

 

5. Utilize o equipamento adequado de forma adequada

 

Para o seu tipo de treino deve estar equipado a rigor de forma a poder realizá-lo de maneira eficiente.

 

Por exemplo, se praticar corrida não deve levar umas sapatilhas comuns com uma base larga, mas sim uns ténis apropriados para a modalidade. Se o treino é de crossfit, o tipo de sapatilha já difere significativamente, de acordo com a especificidade dos exercícios realizados.

 

Também deve ter particular atenção quando utilizar equipamentos que exigem muito equilíbrio, como os bosus e as fitballs, sendo que devem ser integrados em exercícios que façam sentido para o objetivo e de forma segura.

 

Já a utilização de pesos como barras, halteres ou kettlebells deve ser sempre ajustada à capacidade física individual para não ocorrer sobrecarga do músculo e consequente lesão.

 

6. Faça um retorno à calma após o treino

 

Não deve apressar a sua saída do treino de forma repentina sem dar tempo ao seu corpo para abrandar após a prática de exercício.

 

Se fez treino de força, caminhar 5 minutos na passadeira pode ser uma boa forma de reduzir a sua frequência cardíaca do esforço intenso efetuado anteriormente, por exemplo.

 

7. Descanse o suficiente

 

Depois de um treino, é normal que o seu corpo precise de algum tempo para recuperar. É possível realizar treinos de recuperação muscular para recuperação ativa, no entanto é importante que esses treinos sejam devidamente estruturados para que não haja uma sobrecarga muscular, principalmente quando a frequência e intensidade de treinos é elevada.

 

Classificação das lesões desportivas

 

As lesões desportivas podem assumir 4 graus diferentes, sendo as menos graves consideradas de funcionais, ou seja, limitam a prática de exercício físico durante pouco tempo porque não se deram alterações na estrutura dos músculos ou tendões.

 

As lesões mais graves são estruturais porque apresentam alterações no músculo e/ou tendões, cuja recuperação é mais longa e demorada. A ressonância magnética é o exame utilizado para avaliar a disposição das fibras musculares e determinar o grau da lesão em causa.

Tipo de Lesão Grau Sintomas Resultado Ressonância Magnética
Funcional 1. Exercício excessivo Músculo dorido por fadiga ou rigidez muscular Normal ou edema
2. Neuromuscular Alteração funcional ou estrutural do músculo devido à desordem neurológica Normal ou edema
Estrutural 3. Lesão parcial (envolve pouca área do músculo) a moderada (envolve maior área do músculo)   Rompimento das fibras musculares. Pode ter hematoma
4. Lesão muscular subtotal (envolve todo o músculo e tendão)   Descontinuidade total das fibras musculares e do tendão. Pode ter hematoma intermuscular

Lesões de grau 1

 

As lesões de grau 1 têm na sua origem o exercício excessivo e podem causar dor muscular. Algumas destas lesões podem apresentar uma acumulação de líquido na zona lesionada (edema), causando algum desconforto, e podendo mesmo levar à restrição de alguns movimentos.

 

As lesões de grau I podem durar poucos dias ou poucas semanas e o praticante pode retomar a atividade física de forma quase natural.

 

Lesões de grau 2

 

As lesões de grau 2 são de origem neuromuscular e podem estar relacionadas à coluna vertebral ou diretamente ao músculo. Estas desordens musculares podem aumentar a tensão muscular causando um edema (acumulação de líquido) na zona afetada.

 

Lesões de grau 3

 

As lesões de grau 3 já são estruturais, ou seja, apresentam alguma alteração na estrutura muscular o que pode implicar algumas semanas de recuperação e o regresso à atividade física deve ser cautelosa. Estas são lesões parciais que podem apresentar hematoma e, por isso, originam dor.

 

Lesões de grau 4

 

Uma lesão de grau 4 também é estrutural e envolve toda a dimensão do músculo, osso e tendão. Trata-se de uma lesão grave e incapacitante cuja retoma à atividade física pode levar meses. O acompanhamento médico é essencial para o correto tratamento deste tipo de lesões.

 

Contusão

 

A contusão é uma lesão que acontece de forma superficial. Uma queda, por exemplo, pode causar uma contusão, ou sejam, um trauma direto no músculo. O local do embate pode ficar dorido, devido ao hematoma, mas não é limitante para a prática de exercício físico.

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Diferença entre lesão aguda e lesão crónica

 

Lesões agudas

 

As lesões agudas são mais frequentes e são o resultado de uma carga aplicada com alta intensidade.

 

A força aplicada sobre uma parte do corpo é tão grande que origina uma lesão, como uma queda ou uma entorse.  Estas lesões são tratadas com o auxílio de medicamentos ou com a aplicação de pomadas e realização de massagens.

 

Lesões crónicas

 

As lesões crónicas são lesões por esforço repetitivo e podem resultar de uma dor aguda, levando, normalmente, longos períodos de tempo a recuperar.

 

Uma hérnia discal originada pelo excesso de esforço sobre a coluna ou uma tendinite podem dar origem a dores crónicas causadas pelo esforço repetitivo.

 

As lesões crónicas, chamadas de lesões de overuse, são mais complexas e podem ter de ser estudadas por um médico de medicina desportiva. Este poderá fazer a avaliação de fatores intrínsecos, extrínsecos, da biomecânica do movimento e postura para prevenir a lesão. Estas correções também têm um efeito terapêutico.

 

Faça exercício, em segurança

 

A atividade física pode tornar-se num hábito saudável quando realizada de forma correta e planeada, ajudando o corpo a recuperar a sua vitalidade e preparando-o para os impactos do dia-a-dia.

 

Porém, e principalmente ao começar a prática de exercício físico, é necessário tomar sempre algumas precauções. É importante garantir que começa sempre pela avaliação física e tire partido dos exames de diagnóstico e consulta de medicina desportiva disponíveis no nosso check-up MOVE. 

Fontes:

 

  1. Connor FGO, Deuster PA, Davis J, Pappas CG, Knapik JJ. Functional Movement Screening: Predicting. 2011; 2224–30.

  2. Ernlund L, Vieira L. Lesões dos isquiotibiais: artigo de atualização. 2017. Disponível aqui.

  3. Haas C, Butterfield T, Zhao Y. Dose-dependency of massage-like compressive loading on recovery of active muscle properties following eccentric exercise: rabbit study with clinical relevance. Br J Sport Med. 2013; 83–8. Disponível aqui. 

  4. Healey K, Hatfield D, Blandpied P. The effects of myofascial release with foam rolling on performance. J Strength Cond Res. 2013; 28:61–8. Disponível aqui.

  5. Mario B, Astrid J, Jiri D. FIFA’s Medical Assessment and Research Centre. The “11+” Manual: A complete warm-up programme to prevent injuries. Zurique: Vogt-Schild/Druck. 2005. Disponível aqui. 

  6. Ruivo R. Manual de Avaliação e Prescrição de Exercício. 3.º Ed. Self, editor. Lisboa. 2015.

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