Como prevenir a obesidade infantil: algumas dicas
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A obesidade infantil é já considerada um problema de saúde pública. Saiba como prevenir e tratar esta condição.
Segundo os dados partilhados pela Organização Mundial da Saúde, desde 1975 que a obesidade quase triplicou em todo o mundo. No que concerne à obesidade infantil, em 2020 foram registadas cerca de 39 milhões de crianças menores de 5 anos, que se encontravam obesas ou acima do peso.
Em 2016, existiam já 340 milhões de crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 19 anos, com obesidade ou sobrepeso. 2
Surge, assim, sem surpresa a noção de que a obesidade infantil seja agora considerada uma verdadeira epidemia, em países como os Estados Unidos da América, cujos alvos são crianças e adolescentes que têm a saúde em risco, de acordo com os Centros de Prevenção e Controlo de Doença.
A obesidade é a doença crónica com maior predominância na infância, incidindo em aproximadamente 18% das crianças nos Estados Unidos.
Compreender as causas desta condição é um dos primeiros passos para conseguir tratar e prevenir esta situação.
O que é a obesidade infantil e como é feito o diagnóstico?
A obesidade infantil é um problema bastante sério de saúde pública, que acarreta consequências graves para a saúde, como por exemplo, a diabetes, hipertensão, doença cardíaca, colesterol alto, apneia do sono, e cancro, entre outras complicações. 3
Debate-se a obesidade infantil quando o percentil do índice de massa corporal excede os 95%. Se o percentil estiver situado entre 85% e 95%, estamos perante um caso de sobrepeso.
Causas de obesidade nas crianças
Os fatores de risco que poderão contribuir para um diagnóstico de obesidade infantil são variados. Entre esses fatores encontram-se: 3
- Meio envolvente;
- Atividade física insuficiente;
- Genética e histórico familiar;
- Hábitos alimentares;
- Posição socioeconómica;
- Sobrepeso excessivo em gestantes durante a gravidez;
- Prematuridade;
- Privação do aleitamento materno.
Os produtos ricos em calorias têm-se tornado cada vez mais direcionados às crianças, transformando os seus hábitos alimentares cada vez menos equilibrados, pouco saudáveis e pobres em variedade.
O consumo elevado de refrigerantes é um exemplo evidente de um produto extremamente calórico que se tornou parte dos hábitos alimentares de várias crianças e adolescentes pelo mundo inteiro.
O sedentarismo é ainda outro fator que contribui para a obesidade, no geral e, em particular, para a obesidade infantil. As atividades de lazer que os mais jovens preferem, como por exemplo, jogos de vídeo, são convidativos a passar várias horas sentados sem qualquer atividade física.
Famílias obesas e com sobrepeso são mais propensas a incluírem crianças obesas, não só devido à componente da herança genética, como também graças aos seus hábitos alimentares pouco saudáveis, que são transmitidos aos mais novos.
As dificuldades financeiras, tal como um histórico de baixa escolaridade, são outros aspetos que poderão contribuir para que as crianças desenvolvam problemas de obesidade ou sobrepeso. 3
Tratamento
O tratamento para obesidade infantil implica um apoio e intervenção firmes por parte da família e dos adultos que lidam diretamente com a criança.
Entre as várias opções de tratamento recomendadas, estão:
- Alterações na dieta;
- Aumento na atividade física;
- Mudanças comportamentais;
- Cirurgia.
Habitualmente, uma das primeiras medidas a adotar, sempre que existir um caso de obesidade infantil, será procurar o apoio de um nutricionista que ajude a traçar um plano de nutrição saudável e equilibrado para a criança.
Além da redução no consumo de calorias, observa-se a recomendação para reduzir a quantidade da porção de alimentos ingeridos, assim como o ajuste do número de refeições diárias.
O exercício físico é outro elemento que não pode falhar na rotina diária de um jovem, já que não só vai ajudá-lo a manter um peso equilibrado, como ainda será benéfico para o organismo no geral. A recomendação para a criança é que esta tenha, pelo menos, uma hora de atividade física, por dia.
Estas medidas não devem ser aplicadas de uma forma meramente temporária. A ideia é que estas alterações comportamentais sigam um ritmo gradual e que sejam incorporadas numa rotina.
A cirurgia é apenas considerada como último recurso, em casos extremos de obesidade nos jovens, sempre que todas as medidas acima mencionadas não tenham surtido os efeitos desejados e, quando a saúde do paciente esteja comprometida.
Prevenção da obesidade infantil
A obesidade infantil pode ser prevenida, desde que os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento desta doença sejam evitados.
Para esse efeito, é importante que haja um esforço na sensibilização das pessoas para hábitos de vida saudáveis, que incluem, respetivamente, uma dieta equilibrada e a prática diária de exercício físico.
Em termos práticos, deve reduzir-se o consumo de gordura e açúcares e aumentar a ingestão de frutos, vegetais, e legumes. Paralelamente, os jovens devem praticar 60 minutos de atividade física, todos os dias.
As políticas sociais implementadas devem acompanhar estas premissas. Isto significa que estas devem traduzir-se num apoio e incentivo à adoção destes hábitos saudáveis, enquanto outras medidas devem ser encorajadas, como o consumo de produtos ricos em açúcar, sal e gordura.2
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