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Exames Médicos

Exames ao coração: 7 exames cardiológicos mais comuns e para que servem

09 outubro 2020
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As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos países desenvolvidos. Conheça os principais exames ao coração e aposte na prevenção.

A função cardíaca pode ser avaliada através de exames ao coração específicos, em contexto de check-up ou de patologia cardíaca.

 

Geralmente, estes exames são solicitados pelo médico cardiologista, que tem em consideração a história clínica do paciente e os fatores de risco associados 1.

 

Conheça, de seguida, quais os principais exames ao coração que pode realizar para garantir a sua saúde cardiovascular.

 

Os principais exames ao coração

 

1. Eletrocardiograma (ECG)

 

O ECG é um exame não invasivo que regista a atividade elétrica do coração. Através da colocação de eletrodos no tórax e membros inferiores do paciente, é possível captar e registar os impulsos elétricos do coração.

 

Posteriormente, estes impulsos são impressos e analisados pelo médico. É um dos exames de primeira linha para diagnosticar problemas como o enfarte do miocárdio, isquémia miocárdica, arritmias cardíacas, bloqueios da condução do impulso eléctrico, pericardites, cardiomiopatias, entre outros.

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2. Ecocardiograma

Este é um exame de ultrassonografia que permite avaliar as medidas e a mobilidade das paredes das cavidades do coração e das válvulas, a velocidade e a direção do fluxo do sangue.

 

Os tipos de Ecocardiograma mais frequentemente realizados são:

 

  • Ecocardiograma de Modo M-2D: avaliação morfológica e função cardíaca;

  • Ecocardiograma de Modo M-2D com Doppler: avaliação de fluxos de sangue no interior das câmaras cardíacas, com codificação a dor ou quantificação por doppler pulsado ou continuo.

 

3. MAPA

O MAPA (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial) permite o registo automático de medições da tensão arterial ao longo de 24 horas, à medida que o paciente vai realizando as diferentes atividades diárias.

 

Deste modo, será possível uma avaliação fidedigna das cargas tensionais a que o doente está sujeito, ultrapassando-se as limitações das medidas em consultório que levam frequentemente a um sobreestimar dos valores (“hipertensão de bata branca”). Este exame é uma ferramenta importante na avaliação de doentes com “hipertensão resistente” e na orientação do tratamento farmacológico.

 

4. Holter

Este é um eletrocardiograma dinâmico, que regista a atividade elétrica cardíaca durante 24 horas. Este exame permite ao médico compreender se os sintomas referidos pelo doente correspondem a alterações significativas do ritmo cardíaco. O doente deve registar todas as suas atividades diárias.

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5. Prova de esforço

A Prova de esforço é um exame não invasivo, que permite avaliar a resposta cardiovascular ao esforço através da análise da sintomatologia do paciente e registo eletrocardiográfico contínuo, acompanhado de medições periódicas da pressão arterial. Permite uma avaliação probabilística do risco de doença coronária, da capacidade funcional (como fator prognóstico) e da evolução da tensão arterial e da frequência cardíaca.

 

É realizada com recurso a uma passadeira, que progressivamente vai aumentando a velocidade e inclinação até ao paciente atingir os objetivos definidos para o estudo. Este exame tem a duração aproximada de 30 minutos e é efetuado na presença de um médico cardiologista.

 

6. Radiografia de Tórax

Além da avaliação pulmonar, a radiografia de tórax permite avaliar alterações na dimensão do coração, nomeadamente a presença de cardiomegalia (também designada de “coração aumentado”). Esta condição é geralmente associada à presença de hipertensão arterial, doenças coronárias e diversas cardiomiopatias. A radiografia de tórax, permite ainda visualizar a aorta e possíveis calcificações nela existentes.

 

7. Cintigrafia de Perfusão do Miocárdio

Exame da especialidade da Medicina Nuclear, que avalia a função cardíaca e fornece informação precisa sobre o desempenho das diversas regiões do coração.

 

Através da injeção de um radiofármaco que vai fixar-se nas zonas do miocárdio perfundidas (onde não há estenose), é possível visualizar o comportamento do miocárdio em esforço e repouso.

 

A fase de esforço é efetuada com recurso a passadeira ou estimulação farmacológica. Após a aquisição de imagens na câmara-gama, são gerados mapas polares (gráficos coloridos) onde é possível visualizar as zonas onde o fluxo cardíaco é normal ou insuficiente.

 

É um exame muito importante na avaliação de regiões isquémicas, de necrose (enfarte) ou nas miocardiopatias, assim como na avaliação da função do ventriculo esquerdo. A duração do exame varia entre as 3 e as 6 horas.

Fontes:

 

  1. Direção-Geral da Saúde (2017). Programa nacional para as doenças cérebro-cardiovasculares. Disponível aqui. 

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