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Saúde

Prisão de ventre: como evitar e quais alimentos incluir na dieta

11 novembro 2021
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A prisão de ventre é um problema que se pode revelar esporádico ou crónico e que causa grande desconforto. Saiba mais sobre a obstipação.

A prisão de ventre, clinicamente designada de obstipação, é um problema relativamente frequente, sendo que pode provocar grande mal-estar e desconforto nas pessoas que sofrem desta complicação.  

 

Apesar do funcionamento intestinal não ter um padrão regular, igual em todas as pessoas, considera-se normal um número de evacuações inferior a três vezes diárias e superior a três vezes semanais.

 

Quando o número de evacuações está muito desfasado destes números de referência, então podemos estar perante um caso de obstipação que carece de avaliação médica.1

 

O QUE É A PRISÃO DE VENTRE

 

Estima-se que 12% a 19% da população sofra de obstipação, atingindo 30% a 40% dos indivíduos com mais de 65 anos, principalmente pessoas doentes institucionalizadas. 2

 

Alguns dos fatores de risco para a obstipação são: 3

 

  • Género feminino;
  • Baixo nível socioeconómico;
  • Idade avançada;
  • Estilo de vida sedentário ou mudança de rotina e hábitos alimentares;
  • Polimedicação;
  • Dieta com baixo teor de fibras ou líquidos;
  • Gravidez;
  • Viagens, que acarretam mudança de hábitos ou falta de privacidade para usar a casa de banho;
  • Doenças auto-imunes ou do sistema nervoso central;
  • Estado de ansiedade e/ou depressão.

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Pode considerar-se que se está perante um caso de obstipação quando: 1

 

  • Existe uma dificuldade constante em evacuar;
  • A evacuação implica esforço e/ou dor;
  • É preciso recorrer a manobras digitais para auxiliar a saída das fezes;
  • O indivíduo evacua duas ou menos vezes por semana;
  • Há diminuição significativa do número de evacuações normais. Empiricamente pode-se dizer que seriam números de dejeções inferiores a três vezes na semana.

 

Sintomas

 

Além dos sinais de alerta listados anteriormente, a obstipação está, ainda, associada a outros sintomas importantes, tais como: 3

 

  • Fezes duras e fragmentadas;
  • Sensação de mal-estar e de desconforto no abdómen;
  • Hemorróidas;
  • Fissura anal;
  • Distensão;
  • Flatulência;
  • Total incapacidade de evacuar, sem o auxílio de medicação.

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Causas

 

De um modo geral, a obstipação é provocada por fezes duras e pouco volumosas. Essa situação pode tornar o funcionamento do intestino mais lento.

 

Um dos motivos para isso acontecer pode estar relacionado com o teor de água presente nas fezes. Quando o nível de água é baixo e/ou as fezes permanecem muito tempo no intestino, é mais provável que elas se tornem duras e pouco volumosas e, logo, mais difíceis de expulsar.

 

Além da água, as fezes também possuem fibras, que facilitam a absorção da água e, por conseguinte, ajudam a tornar as fezes mais moles. Por isso, fazer uma dieta rica em fibra ajuda a evitar a obstipação.

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Outras causas possíveis da obstipação podem ser: 3

 

  • Alterações no ritmo de vida, como stress e baixa atividade física;
  • Distúrbios psicológicos;
  • Mudanças da motilidade colo-retal;
  • Disfunção dos músculos pélvicos ou do esfíncter anal;
  • Desidratação;
  • Mudanças metabólicas, neurológicas e psiquiátricas;
  • Doenças neurológicas (esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesões da medula);
  • Doenças metabólicas (diabetes, hipotiroidismo, insuficiência renal).

 

No entanto, convém notar que a obstipação pode não ter uma causa identificável, ou seja, o intestino pode ter um funcionamento lento ou ter dificuldade em desencadear a saída das fezes sem razão aparente. 1

 

Complicações associadas

 

Por vezes, a obstipação também pode ser provocada pela toma de um certo tipo de medicação (antidepressivos, AINEs, diuréticos, opióides, etc.) ou pode manifestar-se na sequência de outras doenças que prejudicam o bom funcionamento intestinal, como é o caso de: 1

 

  • Doenças intestinais ou do ânus (inflamação, zonas de estenose (aperto) no intestino, tumores, fissura anal,…).
  • Hemorróidas e consequente sangramento anal;
  • Dor;
  • Prolapso retal;
  • Impactação fecal.

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Diagnóstico e tratamento

 

Perante os sintomas descritos, é recomendável uma ida ao médico para fazer uma avaliação clínica, análises ao sangue e exames, nomeadamente: um exame ano-retal (exame proctológico), um clister opaco, uma colonoscopia, medições do tempo de trânsito cólico, defecografia e/ou manometria ano-retal. 1

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Detetado o problema, o tratamento pode passar por: 1

 

  • Ter uma alimentação mais rica em fibra (25-30 g por dia);
  • Estar bem hidratado (ingerir cerca de 1,5 a 2 litros de água por dia);
  • Praticar exercício físico frequente (marcha, ginástica, natação);
  • Tomar medicamentos, como laxantes (expansores de volume, osmóticos, lubrificantes, estimulantes e emolientes);
  • Fazer uma cirurgia (só em casos raros).

 

Nota: Deve sempre voltar a consultar o médico Gastroenterologista se a obstipação se agravar; caso haja perdas de sangue pelo intestino; se tiver anemia; e/ou se perder peso.

 

COMO EVITAR A PRISÃO DE VENTRE

 

Como ficou claro, em muitos casos, a obstipação pode ser prevenida através da adoção de alguns comportamentos, como praticar exercício físico e ter uma dieta mais rica em fibras, aliada à ingestão de água de forma consistente ao longo do dia.

 

Também é importante não ignorar a vontade de ir à casa de banho.

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Alimentos importantes para a combater a prisão de ventre

 

De facto, uma alimentação equilibrada pode ajudar a evitar a obstipação. Por isso, quem costuma sofrer de prisão de ventre deve apostar numa dieta especialmente rica em alimentos com fibra, como é o caso de: 1

 

  • Cereais: farelo, flocos, pão e bolachas integrais;
  • Fruta: ameixa, pêssego, frutos de polpa e frutos tropicais;
  • Vegetais: couve, feijão, grão, ervilha, fava e salada.

 

Porém, todos estes alimentos devem ser incluídos de forma faseada na dieta, de modo a evitar outros problemas, como distensão abdominal, flatulência, meteorismo ou gás abdominal.

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