Urografia: em que consiste e quando é recomendada?
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A urografia é um exame indolor que permite o diagnóstico de várias doenças do sistema urinário. Perceba em que situações deve ser efetuada e como se processa.
A urografia serve para examinar o sistema urinário. Permite identificar alterações e diagnosticar determinadas patologias, como cancro ou pedras nos rins.
Geralmente, é recomendada quando o paciente apresenta sangue na urina ou relata sintomas como dor na virilha ou na região lombar.2
Este exame não causa dor. No entanto, pressupõe uma série de procedimentos e também seguir cuidados prévios indicados pelo médico.
Em que consiste a urografia?
A urografia é um exame imagiológico, que recorre a contraste para tentar identificar a existência ou não de sangue na urina, de cálculos nos rins ou na bexiga e de cancro no sistema urinário.
Este exame pode ser realizado através de radiografia convencional (urografia intravenosa) ou, então, com recurso a tomografia computadorizada (urografia por TAC) ou a ressonância magnética (urografia por RM). A urografia por TAC e a urografia por RM não causam dor.1
Para que serve e quando se faz?
A urografia é um exame que ajuda a observar e detetar alterações no estado dos rins, ureteres e bexiga.
Com este exame, é possível captar imagens do sistema urinário e outras estruturas abdominais e pélvicas e, assim, diagnosticar as doenças que possam atingi-las.
A urografia é especialmente recomendada para analisar a condição de pacientes com sangue na urina (hematúria), para seguir indivíduos com historial de cancro no sistema urinário, e/ou para identificar complicações em doentes com infeções urinárias recorrentes.1
Vantagens deste exame
A urografia, quer por tomografia computorizada (TAC), quer por ressonância magnética (RM), tem-se revelado vantajosa no diagnóstico precoce de doenças ou complicações que afetam zonas do sistema urinário, como rins, bexiga e ureteres, ou ainda para analisar a evolução de cancros que atinjam o sistema urinário.
Em comparação com outros exames imagiológicos, a urografia por TAC ou por RM permite obter pormenores anatómicos superiores do sistema urinário e das estruturas anexas.1
Preparação
Antes de o paciente ser sujeito a este exame, deve adotar as medidas de preparação indicadas pelo médico, que podem variar ligeiramente entre laboratórios e hospitais.
Para que os resultados da urografia sejam esclarecedores, é muito importante garantir uma boa limpeza intestinal. Assim, no próprio dia do exame, antes de o efetuar, o paciente deve:
- Fazer um clister de limpeza com dois litros de água morna;
- Estar em jejum, há pelo menos oito horas.
No dia da urografia, deve, ainda, fazer-se acompanhar de:
- Análises ao sangue (com menos de três meses);
- Exames anteriores equivalentes (se tiver).
Caso sejam necessários mais esclarecimentos, o paciente pode:
- Dirigir-se pessoalmente a uma das unidades da Unilabs existentes de norte a sul do país;
- Contactar o Serviço de Apoio ao Cliente da Unilabs.
Como se processa?
A urografia é normalmente realizada com o paciente deitado de barriga para cima e sem anestesia.
Primeiro, é injetado no doente um material de contraste. A seguir, é executada a recolha de imagens, de forma a que o médico possa observar as zonas do sistema urinário por onde o contraste passou.
Aquando da injeção, é natural que o paciente sinta uma picada e que essa zona fique ruborizada e quente. Mais tarde, é possível sentir um sabor metálico na boca e uma vontade súbita de urinar.
Este exame pode demorar entre 30 minutos a 2 horas, em função da finalidade.
No caso das crianças, poderá ser equacionada a possibilidade de estarem acompanhadas pelo pai ou pela mãe.
Possíveis riscos
Para a maioria das pessoas, a urografia é um procedimento seguro. No entanto, pode haver efeitos secundários, sobretudo relacionados com reações alérgicas ao material de contraste.
Estas reações manifestam-se através de uma sensação de calor ou rubor, náuseas, comichão ou dor perto do local da injeção.
Após uma urografia, podem surgir também:2
- Hematomas e inchaço à volta do local da injeção;
- Problemas renais, provocados pelo material de contraste. No entanto, o médico verificará o sangue do paciente antes do procedimento para garantir que os rins estão a funcionar bem.
Para se acautelar, é essencial que o paciente comunique ao médico se esteve recentemente doente ou se tem problemas de saúde, se faz alguma medicação específica e se sofre de alergias. As mulheres devem também comunicar se existe a possibilidade de estarem grávidas.1
No que diz respeito à radiação, importa referir que uma única urografia não representa risco de desenvolver cancro. Esse risco só se torna iminente quando o paciente é exposto várias vezes à radiação e, mesmo assim, a probabilidade de isso acontecer é reduzida.
Ao contrário da urografia intravenosa e por TAC, a urografia por ressonância magnética, não envolve radiação.1
Fontes



