O que é o défice de atenção e o que pode fazer
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O défice de atenção é um distúrbio comportamental que interfere nas reações e posturas do indivíduo que sofre deste problema. Perceba como.
O défice de atenção carateriza-se como um distúrbio comportamental, com sintomas típicos como inquietude, falta de concentração e impulsividade.
Geralmente, os pacientes são diagnosticados antes dos 12 anos, embora haja casos em que o problema só é detetado em idade adulta.
Défice de atenção: o que é?
O défice de atenção é um dos transtornos que mais crianças afeta, de acordo com a Associação Psiquiátrica Americana.
Trata-se de um transtorno crónico e debilitante que pode prejudicar a realização das atividades escolares e/ou profissionais, os relacionamentos interpessoais e a execução das tarefas básicas do dia a dia.
Muitas vezes, pode causar baixa autoestima e falta de sociabilidade nas crianças, quando não é tratado adequadamente.
Por outro lado, este transtorno pode desencadear nos adultos, baixa auto-estima, sensibilidade face à crítica, e uma sensação de auto-crítica exagerada que possivelmente poderá advir de outros níveis de crítica que o paciente sofreu durante toda a vida.
Estima-se que 8.4% de crianças e 2.5% de adultos sofrem de défice de atenção. Este transtorno é frequentemente identificado em fases primárias, como por exemplo em crianças em idade escolar, levando a uma disrupção na sala de aula ou problemas na realização de atividades escolares.
Considerando diferentes sintomatologias, o diagnóstico é mais comum em crianças do sexo masculino do que do sexo feminino. Contudo, isto não quer dizer que a probabilidade de ter transtorno de défice de atenção seja mais elevado em crianças do sexo masculino.
Estes são, na verdade, diagnosticados bastante mais prematuramente, uma vez que se observa uma maior propensão em mostrar sinais de hiperatividade e outros sintomas manifestos, onde as crianças do sexo feminino são mais propensas à inatividade.
Causas
Os motivos que estão na origem do défice de atenção ainda não são totalmente conhecidos pela comunidade científica. Porém, acredita-se que possa haver uma explicação genética.
Além disso, acredita-se que as circunstâncias seguintes possam ser consideradas fatores de risco:
- Lesão cerebral;
- Exposição a riscos ambientais e outros (como álcool ou tabaco), durante a gravidez ou a infância;
- Prematuridade;
- Baixo peso ao nascimento.
Quais são os sintomas de défice de atenção?
Os sintomas de défice de atenção manifestam-se de uma forma constante, dificultando a realização de tarefas do quotidiano, como assistir às aulas ou estudar para um teste, no caso das crianças com este distúrbio.
Entre os principais sintomas desta perturbação estão: 3
- Sonhar muito;
- Esquecer-se ou perder muito as coisas;
- Torcer-se ou mexer-se frequentemente;
- Falar muito;
- Cometer erros por distração ou colocar-se em risco;
- Sentir dificuldade em organizar-se, em terminar uma tarefa ou em acompanhar uma instrução;
- Ter dificuldades de autocontrolo e de relação com os pares.
Qual o tratamento para o défice de atenção?
Segundo o Centro de Controlo e de Prevenção de Doenças, o problema do défice de atenção pode ser controlado recorrendo, principalmente, a terapia comportamental e medicação.
No caso das crianças mais novas, a terapia é especialmente aconselhada, sendo imprescindível a colaboração dos pais ou tutores legais/encarregados de educação.
O plano de tratamento deve mudar de criança para criança e sofrer adaptações sempre que for necessário.
Paralelamente à abordagem terapêutica, importa adotar outras medidas importantes e benéficas para a saúde, como é o caso de: 3
- Ter hábitos alimentares saudáveis;
- Praticar diariamente exercício físico;
- Reduzir o tempo passado em dispositivos eletrónicos, como TVs, computadores, telemóveis;
- Ter uma boa higiene de sono.
Naturalmente que o acompanhamento médico e especializado é fundamental, de modo a evitar o progresso deste distúrbio e a atenuar ao máximo a sintomatologia que lhe está associada.
Fontes



