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Gravidez

Gravidez ectópica: o que é e quais os fatores de risco

17 março 2023
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A gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se aloja fora do útero da mulher. Perceba o que pode originar esta situação.

A gravidez ectópica não garante a correta evolução do óvulo. Como tal, obriga à sua remoção, para salvaguardar o bem-estar e a segurança da gestante.

Apesar de, muitas vezes, não dar sinais de alerta, importa prestar atenção a alguns sintomas e, acima de tudo, realizar todas as consultas e exames médicos de acompanhamento durante a gravidez.

Quanto mais cedo este problema for detetado, mais cedo se poderá atuar segundo as indicações clínicas mais adequadas.

O que é a gravidez ectópica?

A principal característica de uma gravidez ectópica é o crescimento do óvulo fertilizado fora do útero. Daí, também se designar “gravidez extrauterina”.

O óvulo pode fixar-se na trompa de falópio (“gravidez tubária”, a situação mais recorrente), nos ovários, no abdómen ou na região inferior do colo do útero.

Uma das complicações geralmente associada a esta gestação é o facto de, à medida que cresce, o óvulo poder romper, originando hemorragias que podem conduzir à morte da gestante.

Assim, uma gravidez ectópica é sinónimo de uma gravidez não viável, dado que o óvulo fertilizado não se consegue desenvolver adequadamente, pelo que não sobrevive.

Isto acontece porque, estando alojado numa região que não o útero, o óvulo não é capaz de receber as substâncias necessárias à sua subsistência, nomeadamente sangue. 1

Fatores de risco

As causas de uma gravidez ectópica nem sempre chegam a ser conhecidas. Contudo, existem fatores de risco que podem tornar mais provável o seu desenvolvimento.

São eles:1

  • Fumar;
  • Ter mais de 35 anos;
  • Ter uma infeção sexualmente transmissível;
  • Ter cicatrizes de cirurgia pélvica;
  • Já ter tido uma gravidez ectópica;
  • Ter realizado tratamentos de fertilidade, como fertilização in vitro;
  • Engravidar, mesmo tendo um dispositivo intrauterino (DIU).

Sintomas da gravidez ectópica

Numa fase inicial, a gravidez ectópica pode não dar quaisquer sinais. Os sintomas começam a surgir entre a 4.ª e a 12.ª semanas de gravidez, e podem incluir: 1

  • Não menstruar;
  • Desconforto abdominal (dor e cólicas);
  • Sensibilidade nas mamas;
  • Hemorragia vaginal;
  • Dor de estômago e vómitos;
  • Tonturas.

Há outras manifestações que exigem uma observação imediata por um médico, tais como: 1

  • Dor intensa, sobretudo se se localizar num dos lados do abdómen;
  • Hemorragia intensa;
  • Sensação de desmaio.

mulher realiza ecografia pélvica.jpg

Diagnóstico

Para diagnosticar uma gravidez ectópica, pode ser necessário fazer, por exemplo, uma ecografia pélvica (realizada por via vaginal ou abdominal), para examinar o útero e as trompas de falópio, bem como a localização do óvulo. 1, 3

Também pode ser indicada a realização de análises ao sangue para detetar a presença da hormona Beta-HCG. Estes testes podem ser úteis para identificar uma gravidez ectópica que não é detetada através da ecografia.2

Tratamento da gravidez ectópica

Uma vez que esta não é uma gravidez viável, o óvulo fertilizado tem de ser retirado do corpo da mulher, para evitar outras complicações. Para isso, pode recorrer-se a medicação ou a cirurgia. 1

Medicação

Quando não há rompimento da trompa de falópio e quando a gravidez não
está muito avançada
, pode ser administrada à gestante uma injeção de metotrexato.

Este fármaco vai impedir o óvulo de crescer e o próprio organismo se encarrega de o absorver em aproximadamente quatro a seis semanas.

Cirurgia

Noutros casos, é necessário proceder-se a uma cirurgia, a laparoscopia. Ou seja, o médico fará pequenos cortes na zona inferior do abdómen, para inserir um tubo fino e flexível, capaz de remover o óvulo.

Prevenção

Nem sempre é possível evitar uma gravidez ectópica, mas há algumas medidas que podem ser adotadas para reduzir o risco:

  • Usar preservativo durante as relações sexuais, quando não se tenha intenção de engravidar;
  • Não fumar. 2

mulher recebe apoio psicológico após gravidez ectópica.jpg

O que fazer após uma gravidez ectópica?

A recuperação após uma gravidez ectópica é complicada, sobretudo do ponto de vista emocional. Muitas mulheres sentem uma dor semelhante à da perda de um ente querido. 2

Por isso, além do acompanhamento médico, pode ser importante a mulher ser seguida por um psicólogo. Acompanhamento este que pode eventualmente alargar-se ao outro elemento do casal.

Caso a mulher pretenda voltar a engravidar, é aconselhado esperar alguns meses após o tratamento a que for sujeita, de modo a recuperar totalmente.

Durante o período de recuperação, que varia de caso para caso, é fundamental seguir todas as indicações dadas pelo médico.

Fontes

  1. WebMD. (2023). Ectopic Pregnancy: What to Know. Disponível aqui

  2. NHS. (2022). Ectopic pregnancy. Disponível aqui

  3. Kids Health. (2021). Ectopic Pregnancy. Disponível aqui

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