Infeções sexualmente transmissíveis: o que deve saber
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A incidência das infeções sexualmente transmissíveis (IST) tem aumentado em todo o mundo. Saiba como preveni-las e diagnosticá-las.
De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, o número de infeções sexualmente transmissíveis (IST) tem vindo a aumentar e não há sinais de abrandamento. Só em 2022, foram reportados 2,5 milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis. 1
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), diariamente, são contraídas cerca de 1 milhão de infeções sexualmente transmissíveis, a maioria das quais assintomáticas. 2
O que são infeções sexualmente transmissíveis?
A sigla IST refere-se às infeções sexualmente transmissíveis, causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.
A terminologia ISTs passou a ser adotada em detrimento de DST (doenças sexualmente transmissíveis), uma vez que o termo “doença” implica a existência de sintomas e de sinais observáveis no organismo.
Como muitas das IST são assintomáticas, tanto no início, como durante o desenvolvimento e transmissão da infeção, a comunidade científica recomenda a utilização da nomenclatura infeções sexualmente transmissíveis.5
Qual a diferença entre IST e DST?
Os termos IST e DST são abrangentes. Estes são usados para descrever uma série de condições que podem ser transmitidas através:
- de relações sexuais desprotegidas (sexo vaginal, oral ou anal);
- do contacto sanguíneo;
- do contacto pele com pele ou com lesões, no caso do vírus do papiloma humano (HPV), herpes ou varíola dos macacos (mpox);
- por transmissão vertical (de mãe para filho), no caso do vírus da imunodeficiência humana (VIH), sífilis ou hepatites virais.
A sigla DST (doenças sexualmente transmissíveis) é menos abrangente. A utilização deste termo pressupõe a existência de um conjunto de sintomas na pessoa infetada. No fundo, na origem de uma DST está sempre uma IST. 5
O termo IST (infeções sexualmente transmissíveis) é mais amplo. Este reconhece que nem todas as infeções causam doenças. Na maioria das IST, o quadro clínico pode ser assintomático, destacando a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infeção mesmo não apresentando nenhum sintoma.5
Assim sendo, a sigla IST passou a ser adotada em vez da terminologia DST.
Como se transmitem as infeções sexualmente transmissíveis?
O contacto sexual (oral, vaginal ou anal) pode permitir a transmissão de mais de 30 microrganismos (bactérias, vírus e parasitas). Alguns destes também podem ser passados na gravidez, no parto ou durante a amamentação.2
Existem oito agentes patogénicos frequentemente associados às infeções sexualmente transmissíveis. Para metade destes já há cura (sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase), mas outras permanecem sem um tratamento curativo, como, por exemplo, o VIH.2
O que causa as infeções sexualmente transmissíveis?
As causas das infeções sexualmente transmissíveis são variadas. As mais comuns estão relacionadas com a transmissão de agentes patogénicos (vírus, bactérias e parasitas) de uma pessoa para outra através das relações sexuais.
O contacto direto com fluidos corporais infetados, como sangue, leite materno, sémen, fluido vaginal e corrimento uretral, é uma das principais vias de transmissão. 3 e 5
Na origem de qualquer doença sexualmente transmissível está a infeção sexualmente transmissível, que pode evoluir para um quadro patológico sintomático. Esta progressão explica-se pelo facto da infeção ter danificado células do corpo e ter perturbado as suas funções.3
Quais os sintomas mais comuns das IST?
As infeções sexualmente transmissíveis, quando apresentam sintomas, podem manifestar-se de diversas formas, nomeadamente através de: 3
- dor ou desconforto durante a atividade sexual, ou micção constante;
- feridas, inchaços ou erupções cutâneas na zona da vagina, pénis, testículos, ânus, nádegas, coxas ou boca;
- corrimento incomum ou hemorragia do pénis ou da vagina;
- testículos dolorosos ou inchados;
- prurido na região genital;
- febre;
- fadiga;
- náuseas;
- perda de peso;
- aparecimento de nódulos ou gânglios no corpo.
Que complicações as IST podem causar?
As IST podem ser transmitidas mesmo na ausência de sintomas evidentes. Portanto, é crucial identificá-las e tratá-las precocemente, de forma a prevenir o desenvolvimento de problemas de saúde futuros, muitos deles irreversíveis.
Entre as complicações mais comuns associadas às infeções sexualmente transmissíveis, destacam-se: 6
- As complicações gestacionais;
- A inflamação ocular;
- As artrites;
- A doença inflamatória pélvica;
- A infertilidade;
- As doenças cardíacas;
- Certos tipos de cancro, como o cancro cervical e retal associados ao HPV.
Quais os tratamentos para as infeções sexualmente transmissíveis?
Nem todas as infeções sexualmente transmissíveis têm cura, assim como pode não ser possível reverter os danos que estas já possam ter causado no organismo.
Existem alguns métodos terapêuticos disponíveis para tratar as ISTs. Estes incluem a utilização de antibióticos, de outros fármacos orais ou tópicos, as intervenções cirúrgicas e os procedimentos a laser. Além disso, podem ser recomendadas medidas comportamentais complementares, como a abstinência sexual até à conclusão do tratamento.
No que diz respeito às infeções sexualmente transmissíveis mais comuns, pode dizer-se que as de origem bacteriana, como a clamídia, a gonorreia e a sífilis, ou parasitárias, como a tricomoníase, podem ser tratadas com uma dose única de antibiótico.
Já para controlar o herpes simplex, a hepatite B e o VIH, recomenda-se a toma de antivirais (herpes e hepatite B) ou antirretrovirais (VIH). 2 e 3
As infeções sexualmente transmissíveis podem ser prevenidas?
A única forma de prevenir a 100% a contração de uma infeção sexualmente transmissível é optando pela abstinência sexual ou celibato.
No entanto, existem outras maneiras de reduzir substancialmente o risco de contaminação, como: 3 e 7
- conversar abertamente com os parceiros sexuais para promover o rastreio e a proteção;
- fazer regularmente exames e testes que permitam diagnosticar uma infeção sexualmente transmissível, de modo a evitar o risco de transmissão;
- usar sempre preservativo durante o sexo vaginal, anal e oral;
- tomar a vacina contra o HPV, a hepatite B e a mpox;
- no caso de relações sexuais de risco, com parceiros cujo estado serológico para o VIH é desconhecido, considerar o tratamento profilaxia pré-exposição ao VIH (PREP);
- após relação sexual de risco, recorrer aos serviços de saúde, para realizar o tratamento profilaxia pós-exposição (PPE).
As infeções sexualmente transmissíveis podem causar danos graves no organismo, além de que algumas delas são mesmo incuráveis. Por isso, tenha em consideração todos os cuidados e proteja-se.
Como são diagnosticadas as IST?
Diagnosticar uma infeção sexualmente transmissível nem sempre é fácil. Para isso, além de considerar os sintomas (caso sejam percetíveis), é necessário realizar exames laboratoriais ao sangue, à urina e aos fluidos corporais.
Neste momento, na Unilabs, tem acesso a três testes ISTs disponíveis:
- Um teste específico que permite identificar o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH) isoladamente;
- Um rastreio que deteta as IST mais frequentes, como clamídia, gonorreia, tricomoníase e micoplasma;
- Um exame mais completo que, além de identificar as infeções sexualmente transmissíveis mais comuns, deteta também o VIH.
A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado continuam a ser elementos essenciais na gestão das IST e na redução do seu impacto na população em geral.
Agende o seu check-up na Unilabs e ajude a interromper a transmissão das infeções sexualmente transmissíveis, enquanto cuida da sua saúde.
Fontes
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Centers for Disease Control and Prevention. (2022). Preliminary data show 2.5 million reported cases of chlamydia, gonorrhea, and syphilis in 2021. Disponível aqui
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World Health Organization. (2022). Sexually transmitted infections (STIs). Disponível aqui
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Healthline. (2022). Everything You Need to Know About Sexually Transmitted Diseases. Disponível aqui
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Serviço Nacional de Saúde. (2020). Testes rápidos de rastreio de infeções por VIH, VHB e VHC. Disponível aqui
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Cleveland Clinic. (2022). Are STIs and STDs the Same Thing? Disponível aqui
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Mayo Clinic (2023). Sexually transmitted diseases (STDs). Disponível aqui
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Associação Portuguesa para Prevenção e Desafio à Sida. Prevenção: tratamento antirretrovírico. Disponível aqui



