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Saúde

Pé diabético: quais os sinais de alerta e como prevenir

04 dezembro 2023
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As lesões que originam o pé diabético podem não doer, pelo que é importante conhecer os sinais e atuar atempadamente para que este problema não se agrave.

O pé diabético é uma condição clínica que surge como complicação da diabetes, sendo, por isso, muito importante manter esta patologia controlada.

Outro aspeto fundamental é observar os pés diariamente e procurar um médico, assim que detete mudanças na temperatura ou na cor. Os sinais podem estender-se igualmente às pernas, podendo ocorrer cãibras, por exemplo. 

De modo a evitar lesões nos pés, os diabéticos devem também adotar cuidados de higiene e não só. Conheça alguns neste artigo. 

O que é o pé diabético?

O pé diabético pode ser uma das consequências da diabetes, independentemente de se tratar do tipo 1 ou tipo 2. 1

Muitas vezes, este problema conduz a internamentos, podendo provocar lesões, infeções, úlceras e/ou destruição dos tecidos profundos, devido a isquemia ou a alterações neuropáticas.

Quais as causas e fatores de risco para este problema?

Geralmente, na origem do pé diabético estão complicações associadas à hiperglicemia, as quais comprometem a qualidade de vida dos doentes, podendo mesmo aumentar o seu risco de morte.

Muitos casos podem levar ao aparecimento de úlceras no pé e à necessidade de amputação, o que naturalmente tem um impacto bastante negativo no dia a dia dos pacientes.

É importante uma abordagem multidisciplinar, já que os problemas decorrentes do pé diabético podem afetar diferentes regiões do corpo.

Por exemplo, a úlcera do pé diabético pode ter origem neuropática, isquémica ou ambas. Quando assim é, em vez de pé diabético, podemos também designar pé neuropático ou neuroisquémico.1

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Quais os sinais de alerta a que deve estar atento?

Quem tem diabetes, mesmo que ainda não sofra de pé diabético, deve estar especialmente atento a certas manifestações do seu corpo e procurar um médico, assim que detete um ou mais dos seguintes sintomas: 4

  • Dor frequente nas pernas;
  • Cãibras nas nádegas, coxas ou “barriga das pernas”, durante a prática de exercício físico;
  • Sensação de formigueiro, ardor ou dor nos pés;
  • Perda de sensibilidade à temperatura na região dos pés;
  • Mudança no formato dos pés;
  • Perda de pelos nos pés e pernas;
  • Pele dos pés muito seca e rachada;
  • Mudanças na cor e na temperatura dos pés;
  • Unhas dos pés amareladas e espessadas;
  • Infeções fúngicas, como pé de atleta, sobretudo entre os dedos dos pés;
  • Bolhas, feridas, úlceras, infeções, calosidades ou unhas encravadas.

Assim, é muito importante que o doente preste atenção especialmente àquilo que vê, pois o que sente será pouco, devido à falta de sensibilidade que caracteriza o pé diabético. 

Por isso, é fundamental que cuide diariamente dos seus pés e os observe atentamente, de maneira a detetar atempadamente qualquer ferida ou lesão. 

Como é feito o diagnóstico?

Há vários exames e testes que podem ser feitos para confirmar se o paciente sofre ou não de pé diabético. Eis alguns exemplos:

  • Teste com o monofilamento de Semmes-Weinstein: para avaliar a capacidade de sentir ou não perante uma pressão;
  • Teste com o martelo: para verificar se existe ou não o reflexo do tendão de Aquiles;
  • Teste com o diapasão: para analisar o estado da sensação vibratória;
  • Hemograma: para confirmar se há infeção, definir o perfil metabólico e identificar a hemoglobina glicosilada, que ajuda na definição do controlo glicémico e da função renal.

Podem, ainda, ser prescritos estudos de imagiografia, como radiografia, ressonância magnética e tomografia computorizada, para auxiliar no diagnóstico. 1

mulher a verificar a temperatura da água que corre da torneira.jpg

Que cuidados devem os diabéticos ter com os seus pés?

Devido às dificuldades de cicatrização das feridas que ocorrem nos diabéticos, recomenda-se a ida imediata a uma unidade de saúde, quando haja um corte ou ferimento no pé.

Além disso, são aconselhados alguns cuidados diários, tais como: 2

  • Limar as unhas com uma lima de cartão. As unhas devem ser limadas por cima e nas pontas de forma reta, arredondando ligeiramente os cantos;
  • Testar sempre, previamente, a temperatura da água, antes de molhar os pés, para evitar queimaduras;
  • Usar sempre meias, mesmo durante o verão, em casa e com todo o tipo de calçado, de modo a prevenir feridas, cortes ou arranhões. As meias devem ser, preferencialmente, de algodão ou lã, sem costuras ou elásticos nos tornozelos e de cor clara (para facilitar a deteção de sangue, caso se desenvolva alguma ferida);
  • Usar sabonetes neutros para não agredir a pele e limpar os pés suavemente com uma toalha macia;
  • Utilizar calçado confortável que deixe os pés à vontade e que impeça a fricção entre os dedos. 

Se surgirem calos, os mesmos devem ser retirados com produtos próprios, como cremes. Nunca devem ser usados objetos cortantes, pelo risco de causar uma lesão de difícil cicatrização. 1

A par destas precauções com a higiene, é essencial fazer o controlo da diabetes, que consiste numa simples colheita de sangue. Para fazê-la, o paciente deve estar há 12 horas sem comer, nem beber, exceto água e com moderação. Este check-up pode ser realizado numa unidade da Unilabs com serviço de análises clínicas, não sendo necessária marcação. 

Quem tem diabetes deve, ainda, adotar medidas que podem ajudar a reduzir os fatores de risco para desenvolver pé diabético, nomeadamente fazer uma alimentação equilibrada, praticar exercício físico, entre outras.

Fontes

 

  1. Neves, Sérgio Rafael Teixeira. (2013). Diabetes Mellitus Pé Diabético. Disponível aqui.

  2. SNS. (2019). Pé diabético: o que é e cuidados a ter. Disponível aqui.

  3. Centers for Disease Control and Prevention. (2023). Diabetes and Your Feet. Disponível aqui. 

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