Pré-eclâmpsia: 6 perguntas e respostas sobre esta doença da gravidez
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Está grávida e tem registado tensões altas? Então, esse pode ser um sinal de pré-eclâmpsia. Consulte o médico para obter mais orientação.
A pré-eclâmpsia afeta entre 3 a 7% das grávidas, a partir da segunda metade da gestação. 1
Este problema pode pôr em risco o bem-estar quer da mãe, quer do bebé, se não for devidamente acompanhado e controlado. Porém, se a gestante for seguida por uma equipa médica habilitada e cumprir com as indicações recebidas, não há razão para recear.
Os casos de grávidas com pré-eclâmpsia que conseguiram levar a gravidez avante servem de testemunho de que é possível superar este obstáculo.
O que é a pré-eclâmpsia?
A pré-eclâmpsia ocorre quando se verificam níveis de pressão arterial elevados, acompanhados de um excesso de proteína na urina, associado à disfunção de algum órgão nobre, como os rins ou o fígado. Normalmente, esta condição manifesta-se após a 20.ª semana de gestação.
Quais os principais sintomas?
A par da hipertensão e da presença de proteína na urina (proteinúria), há outros sintomas que podem estar relacionadas com a pré-eclâmpsia, tais como: 4
- Dor de cabeça forte;
- Problemas de visão, como vista baça ou ‘flashes’;
- Dor abaixo das costelas;
- Vómitos;
- Inchaço repentino da face, mãos ou pés.
Quais as principais causas?
As causas da pré-eclâmpsia continuam desconhecidas. No entanto, pressupõe-se que o seu desenvolvimento possa estar relacionado com alterações na placenta.
Além disso, há mulheres mais suscetíveis de sofrer deste problema. Entre os fatores de risco estão: 2
- Hipertensão crónica;
- Doenças metabólicas, como a diabetes;
- Doenças renais prévias à gestação;
- Doenças autoimunes;
- Obesidade;
- Pré-eclâmpsia numa primeira gravidez.
Importa, ainda, referir que, quando não ocorra pré-eclâmpsia numa primeira gravidez, a probabilidade de ocorrer numa segunda é bastante baixa.
Como é diagnosticada?
A pré-eclâmpsia é facilmente diagnosticada nos exames de rotina durante a gravidez, nomeadamente através da medição da pressão arterial e de análises à urina. Há médicos que também podem solicitar análises ao sangue, quando suspeitam que a grávida possa ter este problema.
Como esta condição evolui com bastante rapidez, é fundamental que a gestante recorra o seu médico se surgirem sintomas de pré-eclâmpsia entre as consultas de pré-natal. 2,3,4
Como tratar?
Assim que a gestante é diagnosticada com pré-eclâmpsia, ela deve ser internada no hospital, de modo a receber acompanhamento permanente.
A única forma de solucionar é fazer o parto do bebé, quando for possível. Geralmente, aguarda-se até à 37.ª ou 38.ª semana de gestação, mas, em situações mais severas, pode ser antes. Nesses casos, o parto pode ser induzido ou pode realizar-se uma cesariana.
Durante o período de internamento e até ao nascimento do bebé, é dada à gestante medicação, para baixar a pressão arterial. 4
Quais as possíveis complicações?
Com o devido acompanhamento, é possível ultrapassar a pré-eclâmpsia sem consequências de maior, sendo que grande parte das mulheres que tenham passado por este problema têm bebés saudáveis.
Ainda assim, tanto a mãe como o bebé podem sofrer algumas complicações. O aumento da pressão arterial pode:
- Causar lesão cerebral;
- Prejudicar a função renal e hepática;
- Provocar problemas de coagulação do sangue, edema pulmonar (líquido nos pulmões), convulsões e, em formas graves ou não tratadas, morte materna e infantil.
Por outro lado, como a pré-eclâmpsia interfere no fluxo sanguíneo para a placenta, pode originar bebés mais pequenos ou prematuros.
Uma vez que a sua causa ainda não é suficientemente clara para a comunidade científica, esta doença não pode ser totalmente prevenida.
Contudo, se a monitorização da gestante começar assim que a pré-eclâmpsia se começa a manifestar, é mais provável garantir um desfecho feliz da gravidez.
Por isso, não falte às consultas periódicas e partilhe com o médico os sinais que possam indiciar de que algo não está bem.
Fontes
-
Manual MSD. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Disponível aqui;
-
Preeclampsia Foundation. (2023). Answers to our most frequently asked questions. Disponível aqui;
-
Revista da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. (2012). Hipertensão arterial na grávida: o atual estado da arte. Disponível aqui;
-
NHS. (2021). Pre-eclampsia. Disponível aqui.



