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Gravidez

Pré-eclâmpsia: 6 perguntas e respostas sobre esta doença da gravidez

03 outubro 2023
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Está grávida e tem registado tensões altas? Então, esse pode ser um sinal de pré-eclâmpsia. Consulte o médico para obter mais orientação.

A pré-eclâmpsia afeta entre 3 a 7% das grávidas, a partir da segunda metade da gestação. 1


Este problema pode pôr em risco o bem-estar quer da mãe, quer do bebé, se não for devidamente acompanhado e controlado. Porém, se a gestante for seguida por uma equipa médica habilitada e cumprir com as indicações recebidas, não há razão para recear. 

Os casos de grávidas com pré-eclâmpsia que conseguiram levar a gravidez avante servem de testemunho de que é possível superar este obstáculo.

O que é a pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia ocorre quando se verificam níveis de pressão arterial elevados, acompanhados de um excesso de proteína na urina, associado à disfunção de algum órgão nobre, como os rins ou o fígado. Normalmente, esta condição manifesta-se após a 20.ª semana de gestação. 

mulher grávida com dor de cabeça.jpg

Quais os principais sintomas?

A par da hipertensão e da presença de proteína na urina (proteinúria), há outros sintomas que podem estar relacionadas com a pré-eclâmpsia, tais como: 4

  • Dor de cabeça forte;
  • Problemas de visão, como vista baça ou ‘flashes’;
  • Dor abaixo das costelas;
  • Vómitos;
  • Inchaço repentino da face, mãos ou pés.

Quais as principais causas?

As causas da pré-eclâmpsia continuam desconhecidas. No entanto, pressupõe-se que o seu desenvolvimento possa estar relacionado com alterações na placenta. 

Além disso, há mulheres mais suscetíveis de sofrer deste problema. Entre os fatores de risco estão: 2

  • Hipertensão crónica;
  • Doenças metabólicas, como a diabetes;
  • Doenças renais prévias à gestação;
  • Doenças autoimunes;
  • Obesidade;
  • Pré-eclâmpsia numa primeira gravidez. 

Importa, ainda, referir que, quando não ocorra pré-eclâmpsia numa primeira gravidez, a probabilidade de ocorrer numa segunda é bastante baixa. 

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Como é diagnosticada?

A pré-eclâmpsia é facilmente diagnosticada nos exames de rotina durante a gravidez, nomeadamente através da medição da pressão arterial e de análises à urina. Há médicos que também podem solicitar análises ao sangue, quando suspeitam que a grávida possa ter este problema. 

Como esta condição evolui com bastante rapidez, é fundamental que a gestante recorra o seu médico se surgirem sintomas de pré-eclâmpsia entre as consultas de pré-natal. 2,3,4

Como tratar?

Assim que a gestante é diagnosticada com pré-eclâmpsia, ela deve ser internada no hospital, de modo a receber acompanhamento permanente. 

A única forma de solucionar é fazer o parto do bebé, quando for possível. Geralmente, aguarda-se até à 37.ª ou 38.ª semana de gestação, mas, em situações mais severas, pode ser antes. Nesses casos, o parto pode ser induzido ou pode realizar-se uma cesariana.

Durante o período de internamento e até ao nascimento do bebé, é dada à gestante medicação, para baixar a pressão arterial. 4

Quais as possíveis complicações?

 

Com o devido acompanhamento, é possível ultrapassar a pré-eclâmpsia sem consequências de maior, sendo que grande parte das mulheres que tenham passado por este problema têm bebés saudáveis. 

Ainda assim, tanto a mãe como o bebé podem sofrer algumas complicações. O aumento da pressão arterial pode:

  • Causar lesão cerebral;
  • Prejudicar a função renal e hepática;
  • Provocar problemas de coagulação do sangue, edema pulmonar (líquido nos pulmões), convulsões e, em formas graves ou não tratadas, morte materna e infantil. 

Por outro lado, como a pré-eclâmpsia interfere no fluxo sanguíneo para a placenta, pode originar bebés mais pequenos ou prematuros. 

Uma vez que a sua causa ainda não é suficientemente clara para a comunidade científica, esta doença não pode ser totalmente prevenida.

Contudo, se a monitorização da gestante começar assim que a pré-eclâmpsia se começa a manifestar, é mais provável garantir um desfecho feliz da gravidez.

Por isso, não falte às consultas periódicas e partilhe com o médico os sinais que possam indiciar de que algo não está bem.

Fontes

 

  1. Manual MSD. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Disponível aqui;

  2. Preeclampsia Foundation. (2023). Answers to our most frequently asked questions. Disponível aqui;

  3. Revista da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. (2012). Hipertensão arterial na grávida: o atual estado da arte. Disponível aqui;

  4. NHS. (2021). Pre-eclampsia. Disponível aqui. 

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