Pneumonia: como tratar este grave problema?
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A pneumonia é uma doença infecciosa que atinge os pulmões. É mais frequente em crianças e idosos e grave em pessoas com poucas defesas.
Anualmente, a pneumonia atinge aproximadamente 12 pessoas em cada 1000. No nosso país, é a principal causa de internamento hospitalar e uma das doenças mais mortais. Esta patologia é mais prevalente em crianças e em idosos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é a principal causa de morte infantil, vitimando em todo o mundo cerca de 1,2 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade. Já no caso dos mais velhos, a doença manifesta-se, frequentemente, através de quadros severos, podendo por isso obrigar ao internamento hospitalar destes pacientes.1
Continue a ler para saber quais os principais sintomas, tratamentos e formas de prevenção desta doença respiratória.
O que é pneumonia?
A pneumonia pode ser descrita como uma inflamação nos pulmões, especialmente no parênquima pulmonar, região onde têm lugar as trocas gasosas.
Esta é uma doença que pode originar um quadro ligeiro a severo, podendo em alguns casos causar a morte do doente, se se tratar de uma pessoa com idade avançada ou com um estado clínico mais fragilizado.1
Algumas das complicações decorrentes da pneumonia podem ser:
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Níveis baixos de oxigénio no sangue;
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Pressão arterial baixa;
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Abcesso pulmonar;
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Empiema.
Causas
Na origem da pneumonia, estão agentes infeciosos que, por via aérea, conseguem penetrar no espaço alveolar, ou seja, nos alvéolos e nos tecidos circundantes.
Consequentemente, os alvéolos e os bronquíolos ficam cheios de líquido, tornando-se incapazes de fazer as trocas gasosas necessárias à correta respiração.
Esses agentes podem ser uma bactéria, um vírus, fungos ou parasitas.1
A doença instala-se e evolui quando o sistema imunitário do doente está mais fragilizado, quando é inalada uma grande quantidade de bactérias ou, quando o agente causador da inflamação é particularmente infeccioso.
Há ainda fatores de risco que favorecem o surgimento desta doença, como é o caso de:
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Alcoolismo;
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Tabagismo;
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Insuficiência cardíaca;
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Doença pulmonar obstrutiva crónica;
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Poluição;
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Frequência de espaços fechados.
A pneumonia adquirida em ambiente hospitalar é especialmente grave, já que nestes espaços há uma grande diversidade de microrganismos, os quais são muitas vezes resistentes aos antibióticos.
Além disso, as pessoas internadas no hospital costumam ter o seu sistema imunitário mais comprometido e, por isso, estão ainda mais vulneráveis a esta doença.
Sintomas
Nem sempre é fácil diagnosticar a pneumonia, já que os seus sintomas são comuns aos de outras doenças respiratórias.
Porém, o médico pode chegar ao diagnóstico através da auscultação pulmonar, radiografia torácica, tomografia computorizada, análises ao sangue e análise microbiológica da expectoração. Em situações mais complexas, pode ser necessário proceder à colheita de líquido pleural ou a uma broncoscopia.
Alguns dos sinais de alerta desta patologia podem ser: 1
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Febre;
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Tosse com expectoração espessa e com cor alterada;
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Calafrios;
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Falta de ar;
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Dores musculares, de cabeça, articulares e torácicas.
Tratamento
Caso não haja outras doenças associadas ou sinais de gravidade, o doente com pneumonia não precisa de ser internado, podendo tratar esta patologia em ambulatório, recorrendo a medicamentos antivirais (se o agente infeccioso for um vírus) ou a medicamentos antibióticos (se o agente infeccioso for uma bactéria).
Podem ainda ser prescritos fármacos para controlo da sintomatologia, como antipiréticos ou antitússicos.
As primeiras 48h a 72h após a manifestação dos sintomas da doença são fundamentais para o controlo da progressão da infeção.1
Prevenção
A forma mais eficaz de evitar a pneumonia é tomando a vacina que previne os quadros mais severos da doença, quando é causada por uma bactéria designada por pneumococo. Esta vacina é especialmente recomendada para as pessoas que fazem parte dos grupos considerados de risco, como é o caso de:1
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Indivíduos com mais de 65 anos de idade;
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Residentes em lares/centros de dia ou instituições afins;
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Doentes pulmonares e/ou crónicos;
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Imunodeprimidos;
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Grávidas;
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Profissionais de saúde;
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Pessoas que contactem com pessoas que têm ou tiveram pneumonia.
No nosso país, são comercializadas duas vacinas contra os pneumococos, ambas injetáveis.
A vacina antipneumocócica conjugada que protege contra 13 tipos de serotipos de pneumococos e está indicada em crianças e adultos.
Deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses, devendo administrar-se o reforço aos 18 e 24 meses.
Já a vacina anti-pneumocócica poliosídica protege de 23 tipos diferentes de pneumococo e está recomendada para crianças com mais de dois anos de idade e para adultos.
Os indivíduos de risco devem ainda tomar a vacina contra a gripe, já que esta infeção vírica pode potenciar ou agravar um quadro de pneumonia. Além disso, há outras medidas que contribuem para uma melhor saúde respiratória, como é o caso de:
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Não fumar;
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Praticar exercícios de respiração profunda e terapia, de modo a conseguir eliminar as secreções;
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Fazer uma alimentação cuidada;
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Realizar exercício físico.
Cuidados a ter em caso de pneumonia
Apesar de a pneumonia ser, na maior parte dos casos, tratada em casa, em regime de ambulatório, esta é uma doença que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível, de modo a haver um tratamento atempado.
Portanto, estar atento aos sinais de alerta é fundamental, assim como tomar as medidas preventivas sugeridas. Quem faz parte dos grupos de risco para esta doença deve estar especialmente atento à sintomatologia associada a esta infeção respiratória e tomar não só a vacina contra a gripe, mas também a vacina anti-pneumocócica.



