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Saúde

Pneumonia: como tratar este grave problema?

19 maio 2021
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A pneumonia é uma doença infecciosa que atinge os pulmões. É mais frequente em crianças e idosos e grave em pessoas com poucas defesas.

Anualmente, a pneumonia atinge aproximadamente 12 pessoas em cada 1000. No nosso país, é a principal causa de internamento hospitalar e uma das doenças mais mortais. Esta patologia é mais prevalente em crianças e em idosos.  

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é a principal causa de morte infantil, vitimando em todo o mundo cerca de 1,2 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade. Já no caso dos mais velhos, a doença manifesta-se, frequentemente, através de quadros severos, podendo por isso obrigar ao internamento hospitalar destes pacientes.1  

 

Continue a ler para saber quais os principais sintomas, tratamentos e formas de prevenção desta doença respiratória.

 

O que é pneumonia? 

 

A pneumonia pode ser descrita como uma inflamação nos pulmões, especialmente no parênquima pulmonar, região onde têm lugar as trocas gasosas.

 

Esta é uma doença que pode originar um quadro ligeiro a severo, podendo em alguns casos causar a morte do doente, se se tratar de uma pessoa com idade avançada ou com um estado clínico mais fragilizado.1

 

Algumas das complicações decorrentes da pneumonia podem ser:

 

  • Níveis baixos de oxigénio no sangue;

  • Pressão arterial baixa;

  • Abcesso pulmonar;

  • Empiema.

 

Causas

 

Na origem da pneumonia, estão agentes infeciosos que, por via aérea, conseguem penetrar no espaço alveolar, ou seja, nos alvéolos e nos tecidos circundantes.

 

Consequentemente, os alvéolos e os bronquíolos ficam cheios de líquido, tornando-se incapazes de fazer as trocas gasosas necessárias à correta respiração.

 

Esses agentes podem ser uma bactéria, um vírus, fungos ou parasitas.1

 

A doença instala-se e evolui quando o sistema imunitário do doente está mais fragilizado, quando é inalada uma grande quantidade de bactérias ou, quando o agente causador da inflamação é particularmente infeccioso.

 

Há ainda fatores de risco que favorecem o surgimento desta doença, como é o caso de:

 

  • Alcoolismo;

  • Tabagismo;

  • Diabetes;

  • Insuficiência cardíaca;

  • Doença pulmonar obstrutiva crónica;

  • Poluição;

  • Frequência de espaços fechados.

 

A pneumonia adquirida em ambiente hospitalar é especialmente grave, já que nestes espaços há uma grande diversidade de microrganismos, os quais são muitas vezes resistentes aos antibióticos.

 

Além disso, as pessoas internadas no hospital costumam ter o seu sistema imunitário mais comprometido e, por isso, estão ainda mais vulneráveis a esta doença.

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Sintomas

 

Nem sempre é fácil diagnosticar a pneumonia, já que os seus sintomas são comuns aos de outras doenças respiratórias.

 

Porém, o médico pode chegar ao diagnóstico através da auscultação pulmonar, radiografia torácica, tomografia computorizada, análises ao sangue e análise microbiológica da expectoração. Em situações mais complexas, pode ser necessário proceder à colheita de líquido pleural ou a uma broncoscopia.

 

Alguns dos sinais de alerta desta patologia podem ser: 1

 

  • Febre;

  • Tosse com expectoração espessa e com cor alterada;

  • Calafrios;

  • Falta de ar;

  • Dores musculares, de cabeça, articulares e torácicas.

 

Tratamento

 

Caso não haja outras doenças associadas ou sinais de gravidade, o doente com pneumonia não precisa de ser internado, podendo tratar esta patologia em ambulatório, recorrendo a medicamentos antivirais (se o agente infeccioso for um vírus) ou a medicamentos antibióticos (se o agente infeccioso for uma bactéria).

 

Podem ainda ser prescritos fármacos para controlo da sintomatologia, como antipiréticos ou antitússicos.

 

As primeiras 48h a 72h após a manifestação dos sintomas da doença são fundamentais para o controlo da progressão da infeção.1

 

Prevenção

 

A forma mais eficaz de evitar a pneumonia é tomando a vacina que previne os quadros mais severos da doença, quando é causada por uma bactéria designada por pneumococo. Esta vacina é especialmente recomendada para as pessoas que fazem parte dos grupos considerados de risco, como é o caso de:1

 

  • Indivíduos com mais de 65 anos de idade;

  • Residentes em lares/centros de dia ou instituições afins;

  • Doentes pulmonares e/ou crónicos;

  • Imunodeprimidos;

  • Grávidas;

  • Profissionais de saúde;

  • Pessoas que contactem com pessoas que têm ou tiveram pneumonia.

 

No nosso país, são comercializadas duas vacinas contra os pneumococos, ambas injetáveis.

 

vacina antipneumocócica conjugada que protege contra 13 tipos de serotipos de pneumococos e está indicada em crianças e adultos.

 

Deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses, devendo administrar-se o reforço aos 18 e 24 meses.

 

Já a vacina anti-pneumocócica poliosídica protege de 23 tipos diferentes de pneumococo e está recomendada para crianças com mais de dois anos de idade e para adultos.

 

Os indivíduos de risco devem ainda tomar a vacina contra a gripe, já que esta infeção vírica pode potenciar ou agravar um quadro de pneumonia. Além disso, há outras medidas que contribuem para uma melhor saúde respiratória, como é o caso de:

 

  • Não fumar;

  • Praticar exercícios de respiração profunda e terapia, de modo a conseguir eliminar as secreções;

  • Fazer uma alimentação cuidada;

  • Realizar exercício físico.

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Cuidados a ter em caso de pneumonia

 

Apesar de a pneumonia ser, na maior parte dos casos, tratada em casa, em regime de ambulatório, esta é uma doença que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível, de modo a haver um tratamento atempado.

 

Portanto, estar atento aos sinais de alerta é fundamental, assim como tomar as medidas preventivas sugeridas. Quem faz parte dos grupos de risco para esta doença deve estar especialmente atento à sintomatologia associada a esta infeção respiratória e tomar não só a vacina contra a gripe, mas também a vacina anti-pneumocócica.

Fontes:

 

  1. Sociedade Portuguesa de Pneumologia. O que é a pneumonia? Disponível aqui.

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