Roer as unhas: por que não deve fazê-lo
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Roer as unhas é um mau hábito, com consequências nocivas para a saúde e para o bem-estar. Saiba quais e como pôr fim a este comportamento.
Aproximadamente 50% dos jovens têm por hábito roer as unhas (onicofagia). Destes, alguns prolongam esta prática durante a idade adulta.
Na origem deste hábito, pode estar uma herança genética. Já que quem tem pais que roem as unhas, tem maior propensão para também o fazer.
Porém, este é um hábito irrefletido e que também pode ocorrer quando se está aborrecido, com fome ou inseguro.
Mais importante do que saber o porquê de roer as unhas, é entender os malefícios desse hábito e perceber o que pode fazer para alterar este comportamento. 1
Roer as unhas: malefícios para a saúde
Antes de falarmos dos malefícios de roer as unhas, vale a pena perceber um pouco melhor alguns dos motivos que podem estar subjacentes a este hábito.
Roer as unhas pode ser uma forma de aliviar o stress ou a ansiedade. Mas, em alguns momentos, pode ser um comportamento que coincide com situações que exigem muita concentração e foco, como fazer um teste, por exemplo. Também pode ser um sinal de impaciência, frustração ou tédio.
No entanto, em algumas pessoas, roer as unhas pode ser uma manifestação de problemas emocionais e psicológicos mais complexos, nomeadamente: 2
- Transtorno de défice de atenção e hiperatividade (TDAH);
- Transtorno depressivo maior (TDM);
- Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
- Transtorno desafiador opositivo;
- Transtorno de ansiedade de separação;
- Síndrome de Tourette.
Malefícios
Roer as unhas, as cutículas e/ou a pele em torno delas não é um comportamento saudável, não apenas pelas suas consequências estéticas, mas também porque prejudica a saúde e o bem-estar do nosso organismo.
Alguns dos efeitos colaterais de roer as unhas são: 1
- Ter um crescimento anormal das unhas;
- Lascar, rachar ou partir os dentes e até causar problemas na mandíbula;
- Criar infeções (fúngicas, víricas ou bacterianas), uma vez que as mãos e as unhas contêm muitos germes que, assim, penetram mais facilmente no organismo.
Deve consultar um médico se, na sequência de roer as unhas, começa a sofrer de problemas como: 2
- Unhas encravadas;
- Infeção da pele ou unha;
- Descoloração das unhas;
- Unhas enroladas;
- Sangramento ao redor das unhas;
- Inchaço ou dor ao redor das unhas;
- Unhas que não crescem;
- Unhas muito finas ou muito grossas;
- Unhas que se separam da pele ao seu redor.
Prevenção
De acordo com a American Academy of Dermatology Association, existem algumas dicas que podem ajudar a prevenir ou a combater o hábito de roer as unhas. Se sofre deste problema, experimente colocar em prática os seguintes conselhos: 3
- Mantenha as unhas curtas, pois assim terá menor tendência para as roer;
- Aplique um verniz amargo, próprio para quem quer deixar este hábito;
- Faça a manicure, pois assim irá evitar roer as unhas para não danificar o verniz;
- Substitua este hábito por outra atividade que também alivie o stress, como apertar uma bola anti-stress;
- Identifique a causa, pois assim também se torna mais fácil evitar ou tentar contornar as situações que potenciam este comportamento;
- Tape as unhas. Usar luvas ou adesivos próprios para as unhas dificultará o ato as roer;
- Faça Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Em alguns casos, esta terapia pode ajudar a identificar padrões de comportamento nocivos, como roer as unhas, e a substituí-los por outros, inofensivos para a saúde;
- Tente parar gradualmente de roer as unhas. Pode começar por deixar de roer as do polegar e assim sucessivamente, até deixar de roer de todo.
Adote as recomendações dos especialistas e deixe de roer as unhas, pelo bem da sua saúde!
Fontes



