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Saúde

Síndrome de Burnout: como evitar este estado de exaustão

24 agosto 2021
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A Síndrome de Burnout carateriza-se por um esgotamento físico e mental, muitas vezes motivado pelas condições laborais.

O Burnout foi descrito, pela primeira vez, em 1974, mas só em 2019 a Organização Mundial da Saúde (OMS) o incluiu na classificação internacional de doenças da OMS, na secção dos “problemas associados” ao emprego e desemprego.  

 

Nessa classificação, o Burnout é caraterizado como “uma síndrome resultante de ‘stress’ crónico no trabalho que não foi gerido com êxito” e descrito como “um sentimento de exaustão, cinismo ou sentimentos negativistas ligados ao trabalho e eficácia profissional reduzida.”

Aprenda mais sobre esta síndrome. 1

 

O QUE É O BURNOUT?

 

A Síndrome de Burnout ou stress profissional é considerado um problema de saúde pública e carateriza-se como um distúrbio psicológico que tem origem num stress excessivo associado, por exemplo, a um grande volume de trabalho.

Consequentemente, há um esgotamento físico e mental que impede que o indivíduo em burnout consiga cumprir com as suas obrigações diárias. 2

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Causas

 

Como já dissemos, o Burnout é provocado por níveis elevados de stress, os quais podem estar relacionados com aspetos profissionais ou, também, com problemas pessoais.

 

Esta é uma síndrome com grande prevalência entre profissionais de saúde, professores e membros de forças policiais e de segurança, embora possa atingir qualquer pessoa.

 

Alguns dos fatores que favorecem o Burnout são: 3

 

  • Competição excessiva no local de trabalho;
  • Pressão elevada;
  • Sobrecarga de tarefas;
  • Alterações constantes no horário de trabalho;
  • Trabalho muito intenso e/ou arriscado;
  • Mau ambiente de trabalho.

 

Sintomas

 

Existem vários sinais de alerta que podem indiciar que um indivíduo sofre de burnout. Esta síndrome pode ter consequências a nível emocional, social, existencial, laboral, cognitivo, físico e comportamental. 4

 

Eis algumas das manifestações a que deve estar atento:

 

  • Cansaço permanente;
  • Modificações no apetite;
  • Alterações de humor;
  • Desmotivação;
  • Apatia;
  • Problemas de sono;
  • Debilidade do sistema imunitário;
  • Dores de cabeça, lombares e musculares;
  • Sensação de inutilidade e de fracasso;
  • Isolamento social;
  • Baixa produtividade;
  • Baixa sensação de realização profissional.

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Tratamento

 

O tratamento do Burnout deve contemplar várias terapêuticas e medidas.

Em primeiro lugar, é importante que haja alterações a nível profissional, sendo que numa fase inicial o doente pode necessitar de se afastar temporariamente do local de trabalho.

 

Ao mesmo tempo, pode estar indicada medicação que alivie sintomas como as insónias, a ansiedade, o stress e a depressão e fazer atividades relaxantes, como praticar exercício físico. Além disso, é importante ter uma boa higiene do sono e fazer psicoterapia. 5

 

Se não for tratada, esta síndrome pode tornar-se crónica e até evoluir ou dar origem a outros distúrbios psicológicos, favorecendo por exemplo as dependências e as adições.

 

Prevenção

 

Apesar de qualquer pessoa poder vir a sofrer de Burnout, há indivíduos que podem estar mais suscetíveis a esta síndrome, sobretudo aqueles que têm uma baixa auto-estima ou que sentem dificuldade em gerir situações de stress.

 

Assim, para prevenir este distúrbio, é recomendável adotar medidas como: 1

 

  • Praticar regularmente atividade física;
  • Aprender técnicas de relaxamento;
  • Garantir um sono reparador;
  • Procurar ter um bom ambiente de trabalho;
  • Equilibrar os compromissos profissionais com os pessoais;
  • Fazer uma alimentação equilibrada;
  • Ter um estilo de vida saudável.

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ALGUNS NÚMEROS A RETER

 

Quando analisamos alguns números associados ao Burnout, percebemos melhor o impacto que esta síndrome tem nas sociedades atuais.

Na Europa, este é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais reportado, estimando-se que afete mais de 40 milhões de trabalhadores e que seja responsável por 50% a 60% do absentismo laboral.

 

Só em Portugal, as empresas gastam cerca de 3,2 milhões de euros por ano, devido a complicações de saúde mental, como o stress e o Burnout. Entre 2011 e 2013, 47,8% dos profissionais de saúde portugueses apresentavam níveis elevados deste problema e mais de 60% dos professores admitiam também sofrer desta síndrome. 6

 

Portanto, pedir ajuda especializada é essencial, de modo a combater o burnout e os seus efeitos nos trabalhadores e na população em geral.

Fontes:

1World Health Organization. (2019). Burn-out an “occupational phenomenon”: International Classification of Diseases.

Disponível em: https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases

 

2Webb, Liggy. Burnout. How to avoid it and look after yourself.

Disponível em: https://www.workingwellglos.nhs.uk/wp-content/uploads/2019/01/Burnout-how-to-avoid-it.pdf

 

3Mayo Clinic. (2021) Job burnout: How to spot it and take action.

Disponível em: https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/adult-health/in-depth/burnout/art-20046642

 

4NCBI. (2020). Depression: What is burnout?

Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279286/

 

5WebMD. (2020). What to Know About Burnout.

Disponível em: https://www.webmd.com/mental-health/what-to-know-about-burnout

 

6Ordem dos Psicólogos. (2020). Perguntas  respostas sobre o Burnout.

Disponível em:https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/doc_perguntas_respostas_sobre_burnout_vf.pdf

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