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Saúde

Síndrome do ovário poliquístico: o que deve saber

04 fevereiro 2022
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A síndrome do ovário poliquístico é considerada um problema do foro endocrinológico, bastante frequente, atingindo cerca de 6% a 21% das mulheres em idade fértil, sobretudo nos países desenvolvidos.

Saiba o que carateriza esta síndrome e quais as suas implicações na saúde das pacientes que padecem desta condição.

O que é a Síndrome do Ovário Poliquístico?

imagem  ovários

A síndrome do ovário poliquístico é uma síndrome poligénica que se caracteriza por um desequilíbrio hormonal, que envolve, entre outras alterações, uma disfunção ovulatória.

Geralmente, este problema começa a evidenciar sintomas a partir da puberdade, altura em que as jovens começam a registar mudanças menstruais e hormonais significativas. 1

Esta doença endócrina aumenta o risco de vir a sofrer de infertilidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares (consequência da elevação dos níveis de androgénios, apneia do sono e hiperplasia endometrial (aumento da espessura da camada interna do útero), com consequente aumento do risco de cancro do endométrio. 

Causas

Na origem desta síndrome, está um descontrolo no funcionamento dos ovários, glândulas suprarrenais, pele, tecido adiposo e eixo hipotálamo-hipofisário.

Porém, as suas causas ainda não são totalmente conhecidas, julgando-se que alguns dos seus fatores de risco possam estar relacionados com problemas genéticos, ambientais e hormonais e com um mau estilo de vida.

Sintomas

Há vários sintomas que podem servir de sinal de alerta e conduzir a uma consulta médica, de modo a confirmar se se está ou não perante um quadro de síndrome do ovário poliquístico. 3

Algumas dessas manifestações são:

  • Ciclos menstruais irregulares;
  • Pilosidade corporal excessiva (hirsutismo);
  • Queda de cabelo (sobretudo na região das têmporas);
  • Acne;
  • Obesidade; 
  • Hipertensão;
  • Problemas no metabolismo da glicose (hiperinsulinémia ou insulinorresistência); 4
  • Dificuldade em engravidar.

aparecimento de acne no rosto

Diagnóstico

Um diagnóstico precoce desta síndrome pode ajudar a  evitar algumas complicações futuras. Para se chegar a esse diagnóstico, é necessário que o médico examine e avalie a doente e tenha em conta a sua história clínica e sintomatologia.

Por vezes, para confirmar o diagnóstico, pode ser necessário fazer análises ao sangue, para medição dos níveis hormonais, incluindo a função da tiróide e proceder a uma ecografia pélvica.

Para se considerar que uma mulher sofre de síndrome do ovário poliquístico, é necessário que ela reúna duas da seguintes condições: 1

  • Oligomenorreia (menstruação pouco frequente), amenorreia (ausência de menstruação) ou anovulação (ausência de ovulação);
  • Hiperandrogenia ou hiperandrogenismo (excesso de androgénios, hormonas masculinas);
  • Ovários poliquísticos, detetados através de ecografia.

mulher jovem na gincologista

Tratamento

Importa sublinhar que esta síndrome não tem cura. Portanto, as terapêuticas associadas a esta doença visam, essencialmente, atenuar os sintomas manifestados por cada paciente, estando direcionadas para uma potencial causa e sintomas que o paciente apresente.

Assim, algumas das recomendações que o médico pode fazer passam por: 1

  • Prática regular de atividade física;
  • Alimentação personalizada e adequada à condição de cada doente;
  • Toma de pílula anticoncepcional específica, direcionada para o grupo de mulheres que naquele momento não queiram engravidar;
  • Toma de hipoglicemiantes orais ou de outros medicamentos que atuem no metabolismo;
  • Toma de fármacos que controlem os níveis e a ação da testosterona da paciente;
  • Toma de estimulantes da menstruação e da ovulação;
  • Psicoterapia, de modo a gerir o stress e a ansiedade, comuns nesta patologia.

pílula anticoncepcional

Prevenção

Como as causas desta síndrome ainda não são totalmente claras, não é possível prevenir esta doença.

Porém, é possível evitar que este problema desencadeie outras complicações, como a diabetes ou as doenças cardiovasculares. Para isso, é importante que as mulheres que sofrem desta patologia procurem manter um peso equilibrado, apostando para isso numa alimentação saudável e em exercício físico diário.

A síndrome do ovário poliquístico e a gravidez

Como já dissemos, a síndrome do ovário poliquístico pode, muitas vezes, causar problemas de fertilidade. 

Porém, mesmo quando isso não acontece e a paciente consegue engravidar, convém saber que a gestante possui um risco aumentado de vir a ter algumas complicações, nomeadamente:

 

Fontes:

  1. WebMD. (2019). Polycystic Ovary Syndrome (PCOS). Disponível aqui

  2. NHS. (2019). Polycystic ovary syndrome. Disponível aqui

  3. Mayo Clinic. Polycystic ovary syndrome (PCOS). Disponível aqui

  4. CDC. (2020). PCOS (Polycystic Ovary Syndrome) and Diabetes. Disponível aqui

  5. Womenshealth.gov. (2019). Polycystic ovary syndrome. Disponível aqui

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