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Saúde

Cancro da mama: fatores de risco, exames de rastreio e diagnóstico

30 outubro 2020
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O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e o seu diagnóstico precoce é essencial para aumentar as hipóteses de cura.

No dia 30 de outubro celebra-se uma efeméride importante, relacionada com o cancro da mama: o Dia Nacional de Luta contra o Cancro da Mama.

 

Esta data é celebrada anualmente com o objetivo de promover a consciencialização da população para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama.

 

De acordo com a DGS, anualmente são detetados cerca de 4500 novos casos de cancro da mama e 1500 mulheres morrem com esta doença. Uma em cada 8-9 mulheres vai ser afetada pela doença.

 

A abordagem da doença deve seguir a boa prática médica e a evidência científica atualizada, apresentando-se em seguida alguma informação sobre rastreio, diagnóstico e tratamento.

Cancro da Mama: Fatores de risco

  • Idade: a probabilidade da doença aumenta com a idade, sendo mais comum depois da menopausa;
  • História familiar: o risco é maior no caso de familiares com cancro da mama prévio, sobretudo se se trata de um familiar em primeiro grau.
  • Fatores genéticos: certos genes predispõem para a doença, sobretudo o BRCA1 e 2.
  • Terapêutica hormonal de substituição: maior risco nas mulheres que fazem terapêutica hormonal de substituição para a menopausa continuamente durante 5 anos ou mais.

Estudos apontam também para maior risco de cancro da mama em mulheres sedentárias e com obesidade pós-menopausa.

 

Existem, portanto, fatores genéticos, hereditários e comportamentais que obrigam a um acompanhamento mais precoce e rigoroso.

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Abordagem Clínica e Sinais de Alarme

 

O processo inicia-se pela abordagem clínica, através do auto-exame mamário mensal e o exame físico regular pelo médico assistente.

 

São sinais de alarme a justificar avaliação imagiológica adicional:

 

  • Nódulo palpável;

  • Retração da pele;

  • Escorrência mamilar sanguinolenta;

  • Eczema mamilar.

Exames Imagiológicos

 

Não existem ainda processos eficientes de prevenir o cancro da mama pelo que o seu diagnóstico precoce assume uma importância primordial.

 

1. Exames de rastreio: para deteção precoce de lesões assintomáticas, não palpáveis, em geral dos 40-50 aos 70-75 anos dependendo do programa nacional/regional de rastreio, existindo variabilidade no escalão dos 40 aos 50 anos e depois dos 70 anos – consistem na mamografia de 2 em 2 anos.

 

2. Exames de diagnóstico: para deteção de lesões que provoquem sintomas. Os exames (mamografia e/ou ecografia) são realizados sempre que surja um sintoma.

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Tipos de Exames

 

 

1. Mamografia

 

Permanece a técnica de eleição para deteção imagiológica do cancro da mama. Existe contudo uma percentagem significativa de lesões que não têm tradução mamográfica.

 

2. Ecografia

 

É exame de primeira linha nas mulheres jovens em que a mamografia não está indicada devido à sua baixa acuidade. A ecografia é também o exame de complemento da mamografia quer em situações de mamas densas de difícil avaliação quer na caraterização adicional das lesões detetadas na mamografia.

 

3. Ressonância magnética

 

A ressonância magnética é muito sensível para o diagnóstico de cancro da mama, utilizada em casos de alto risco com neoplasia oculta e para avaliar a extensão da lesão primária e a doença multifocal.

 

Estas modalidades servem também para orientação guiada por imagem dos procedimentos de biópsia para colheita de material da lesão e sua caracterização, o que vai permitir o planeamento adequado da abordagem terapêutica.

 

Existem outras técnicas em implementação, destacando-se a tomossíntese e a elastografia mamária.

Tratamento

 

O tratamento do cancro da mama tem evoluído enormemente nos últimos anos, com a introdução de abordagens menos invasivas, nomeadamente a biópsia do gânglio sentinela e a cirurgia conservadora e os avanços na quimioterapia, radioterapia e hormonoterapia.

 

A maior parte das mulheres com cancro da mama poderão ser curadas se as lesões forem diagnosticadas numa fase inicial e adequadamente tratadas.

 

Com o diagnóstico precoce poderá reduzir-se também a necessidade de tratamentos mais agressivos e mutilantes.

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O TESTEMUNHO DE UMA PACIENTE, A MARIA

No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, damos-lhe a conhecer o testemunho da Maria. A Maria procurou a Unilabs em dezembro de 2019 para um exame de rotina, foi nesse exame que tudo começou.

 

“Sempre lidei de perto com o Cancro da Mama, perdi a minha mãe para a doença. Por isso, sabia que tinha de apostar na Prevenção sobretudo porque tinha um nódulo mamário que, apesar de não ter importância, sempre me manteve vigilante.

 

A 11 de Dezembro de 2019 fiz um exame rotineiro. Escolhi o laboratório da Unilabs, que já em 2012 tinha confiado para fazer os meus exames.
Fui acompanhada pela mesma médica, a Dra. Luísa Reis que me tinha detetado o nódulo mamário em 2012 e que se lembrava de mim, apesar de não ter levado os meus exames anteriores.

 

O exame estava a terminar, quando algo chamou a atenção à médica. O seu cuidado minucioso fê-la voltar a repetir a imagem e confirmou-se. Havia algo pequeno, mas diferente que precisava de ser averiguado.

 

Foi graças a esta atenção e diagnóstico preciso que conseguiram detetar o meu cancro numa fase muito inicial. Passados 6 meses, e depois de uma fase tão complicada, de passar por todo o processo em plena pandemia, tudo correu bem!

 

Agradeço a todos os intervenientes diretos e indiretos em todo este meu caminho. Desejo a todas as mulheres um percurso tão suave como o meu.
Apelo a todas para que não adiem, não fujam. Enfrentem os exames de rotina, é através de um diagnóstico preciso no momento certo que podemos detetar a doença numa fase inicial”.

Fontes:

 

  1. Direção Geral da Saúde.

  2. Liga Portuguesa Contra o Cancro da Mama.

  3. Recomendações nacionais para diagnóstico e tratamento do cancro da mama. Coordenação Nacional das Doenças Oncológicas.

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