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Exames Médicos

Cintilografia: o que deteta, preparação e riscos

23 abril 2026
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Vai fazer uma cintilografia? Saiba como funciona, o que deteta e como se preparar corretamente para o dia do exame.

Um dos exames de medicina nuclear mais conhecidos é a cintilografia, um procedimento que produz imagens das estruturas internas do nosso corpo, incluindo áreas com células cancerígenas.

Além disso, este exame é usado para diagnosticar, avaliar e acompanhar certas doenças.

Geralmente, é administrada uma substância química radioativa, chamada radiofármaco (radionuclídeo utilizado para diagnóstico), cujo percurso no corpo é observado através de uma câmara-gama.

Nessa sequência, é gerada uma imagem das áreas onde o radiofármaco se acumula, permitindo avaliar o funcionamento dos órgãos e apoiar o diagnóstico clínico.1, 2 e 3

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Para que serve um exame de cintilografia?

A cintilografia permite avaliar o funcionamento de diferentes órgãos e tecidos, ajudando a detetar alterações precoces que nem sempre são visíveis noutros exames de imagem.

Além do cancro, os exames de medicina nuclear podem detetar outras condições de saúde, desde doenças cardíacas até perturbações neurológicas, como doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

Este exame avalia diversas partes do corpo, nomeadamente ossos, bexiga, fígado, cérebro, pulmões, trato urinário, vesícula biliar, glândula tiroide e certos vasos sanguíneos.1, 4 e 5

O que este exame permite detetar

Há várias condições de saúde que podem ser detetadas e analisadas com a cintilografia, incluindo infeções nos órgãos, hemorragia (no intestino, por exemplo), obstrução do fluxo sanguíneo ao coração e alguns tipos de cancro, como o do fígado, da tiroide e colorretal.

Dependendo da parte do corpo analisada, o radiofármaco utilizado pode variar. Esta substância pode avaliar:4, 5 e 6

  • Fluxo do sangue para o coração: o tálio usado mostra o fluxo do sangue pelas artérias, o que pode ajudar a avaliar a doença arterial coronária ou a fornecer um prognóstico se o doente tiver sofrido um ataque cardíaco (por exemplo, a cintilografia de perfusão miocárdica ajuda no diagnóstico da angina de peito quando a origem deste problema é desconhecida);
  • Vesícula e dutos biliares: o fígado reage ao ácido iminodiacético da mesma forma que a bílis, o que significa que o radiofármaco é usado para verificar obstruções dos dutos biliares, perturbações da vesícula e fugas de bílis;
  • Hemorragia: o tecnécio marca os glóbulos vermelhos, permitindo localizar possíveis hemorragias no intestino;
  • Inflamação: o tecnécio ou outros radiofármacos são usados para marcar os glóbulos brancos, ajudando na identificação de inflamações e infeções;
  • Ossos: a cintilografia óssea usa também o tecnécio, uma vez que este radiofármaco se acumula nos ossos, permitindo procurar metástases e infeções.

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Preparação

Geralmente, é solicitado que a pessoa fique sem comer ou beber nada durante várias horas. 

No dia do exame, é essencial respeitar as seguintes recomendações:5

  • Evitar ser acompanhado por grávidas ou crianças com menos de 11 anos;
  • Evitar contacto próximo, após o exame, com grávidas e crianças com menos de 11 anos.

Não é necessário despir-se totalmente. Contudo, pode ser preciso retirar objetos metálicos.

Consoante a parte do corpo que se pretende analisar, o radiofármaco pode ser injetado na veia, administrado por via oral ou inalado, podendo ser preciso esperar alguns minutos a várias horas enquanto a substância atua.

O exame de imagem demora cerca de 15 minutos. Nalguns casos, pode ser repetido passadas algumas horas.

Após o exame, o doente pode regressar às suas atividades normalmente, sendo aconselhado a beber muitos líquidos para eliminar o radiofármaco do organismo.

Em exames específicos, como a cintilografia óssea, o intervalo entre a administração da substância e a captação da imagem pode ser de várias horas, para que o radiofármaco seja devidamente absorvido pelo tecido alvo.4 e 5

Riscos e segurança do exame

O procedimento é indolor e, ao contrário de outros exames de imagem, o equipamento é geralmente aberto, o que reduz o desconforto para pessoas com claustrofobia.

Dado tratar-se de um exame de medicina nuclear, é utilizada radiação, embora em pequena quantidade. A quantidade de exposição depende do radiofármaco utilizado e da respetiva dose.

A título de exemplo, a dose de uma única incidência de uma cintilografia pulmonar é semelhante à utilizada em, aproximadamente, 100 radiografias do tórax. Ainda assim, trata-se de uma exposição cuidadosamente controlada, considerada segura do ponto de vista clínico e ajustada ao mínimo necessário para obter informação diagnóstica fiável.

Se o doente estiver a planear viajar de avião nos dias seguintes à realização do exame, deve pedir um atestado médico. Dada a sua presença temporária no organismo, os radiofármacos podem fazer disparar os alarmes de deteção do aeroporto.

Contudo, o risco do exame é considerado muito baixo, comparativamente com o benefício de obter um resultado que poderá ajudar o doente a lidar com um potencial problema de saúde.4, 5 e 7

Contraindicações

Em caso de gravidez ou suspeita de gravidez, é fundamental informar a equipa de saúde antes da realização do exame. Apesar de a radiação utilizada ser baixa, pode representar um risco para o feto.

A amamentação também deve ser tida em conta. Em alguns casos, pode ser recomendado suspender temporariamente o aleitamento materno, para evitar a passagem de pequenas quantidades de radiação para o bebé.

As indicações variam consoante o radiofármaco utilizado e serão sempre dadas pelos profissionais de saúde.4, 5 e 7

Onde fazer?

Com cinco unidades de Medicina Nuclear, a Unilabs tem à sua disposição diversos exames, como estudos da tiroide e paratiroides, PET-CT, cintigrafia ou cintilografia.

Este exame permite avaliar se determinados órgãos funcionam corretamente. Por exemplo, após um enfarte do miocárdio, a cintilografia pode ajudar a perceber como o coração está a recuperar e a orientar decisões clínicas futuras.

Fontes:

  1. WebMD (2024). Nuclear Medicine Scan. Disponível aqui.

  2. National Cancer Institute. scintigraphy. Disponível aqui.

  3. ScienceDirect (2007). Gamma Scintigraphy. Disponível aqui.

  4. Manual MSD - Versão Saúde para a Família (2023). Cintilografia. Disponível aqui.

  5. Manual MSD - Versão Saúde para a Família (2023). Cintilografia (exame de medicina nuclear). Disponível aqui.

  6. Unilabs (2021). Cintigrafia: o que é, que tipos existem e para que serve? Disponível aqui.

  7. Sociedade Portuguesa de Medicina Nuclear. Cintigrafia Óssea. Disponível aqui.

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