A importância da mamografia na prevenção do cancro da mama
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A mamografia é o método imagiológico preferencial de rastreio do cancro da mama. Saiba quando fazer, onde realizar e como interpretar os resultados.
A mamografia, um exame de raio-x à mama, é usada para identificar sinais de cancro da mama, tumores benignos ou quistos. Tem uma precisão diagnóstica de 85% a 90%.
O cancro da mama é o mais comum entre as mulheres, razão pela qual o diagnóstico precoce é essencial. Quando é detetado atempadamente, a taxa de sobrevivência em cinco anos é de 99%. 1, 2 e 3
Mamografia: quando fazer e em que idade
O rastreio do cancro da mama, promovido pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), é uma medida de saúde pública que deteta alterações no tecido mamário.
A mamografia do SNS é destinada a mulheres entre os 45 e os 74 anos, mesmo que não apresentem sintomas, exame esse realizado a cada dois anos.
Mulheres com alto risco de cancro da mama devem começar a fazer mamografias antes dos 45 anos, bem como efetuar exames adicionais, como ecografia mamária ou ressonância magnética, assim como realizar exames à mama com uma maior frequência.
Recomenda-se que as pessoas que ainda não atingiram os 45 anos sejam acompanhadas pelo ginecologista ou médico de família e façam exames consoante os sintomas e os fatores de risco para cancro da mama.
Considera-se que existe um nível maior de risco para cancro da mama quando a mulher tem:1, 2 e 3
- Elevada densidade mamária;
- Antecedentes de cancro da mama;
- Mutações genéticas hereditárias (como BRCA1 e BRCA2);
- Antecedentes familiares de cancro da mama ou do ovário.
Importa referir que o exame de mamografia visa detetar alterações e não prevenir a doença.
Por isso, é importante aderir ao rastreio, uma vez que aumenta a probabilidade de detetar o cancro numa fase inicial, quando é mais facilmente tratado. Além disso, a taxa de sobrevivência é maior.
Critérios de exclusão do rastreio
Pessoas que tenham realizado uma mastectomia ou que tenham diagnóstico prévio de cancro da mama são excluídas do rastreio do SNS.
Além disso, existem outros fatores que impedem temporariamente a realização do rastreio do cancro da mama, nomeadamente:3
- Próteses mamárias;
- Inflamações ativas na mama;
- Gravidez ou aleitamento materno;
- Incapacidade física (impossibilitando a realização do exame).
Como se processa uma mamografia?
Uma mamografia consiste na obtenção de imagens de alta qualidade com uma dose mínima de radiação.
Habitualmente, são feitas duas imagens de cada mama, podendo ser necessárias imagens adicionais em alguns casos.1, 2, 3 e 4
Este exame demora cerca de 15 a 20 minutos.
Preparação
Não há uma preparação especial. Contudo, há alguns cuidados que pode adotar para o exame ser confortável e preciso, tais como:1, 2, 5 e 6
- Remover todos os piercings e não usar desodorizante, perfume ou pó de talco no dia do exame (podem aparecer como manchas brancas na radiografia);
- Evitar agendar o exame na semana anterior à menstruação ou durante a menstruação, uma vez que as mamas podem ficar sensíveis ou inchadas;
- Usar roupa confortável, como calças e uma blusa, para facilitar a remoção da parte superior durante o exame.
Em caso de gravidez, suspeita de gravidez ou amamentação, é recomendável consultar o médico antes de agendar o exame.
Onde fazer uma mamografia
Existem diferentes tipos de mamografia: bilateral, unilateral e digital, todos disponíveis na Unilabs.
A mamografia com tomossíntese, ou 3D, produz múltiplas imagens em camadas, de modo a facilitar a visualização do tecido mamário, o que pode ser útil para pessoas com histórico de cancro da mama na família ou com um passado de doença oncológica.
Além disso, o exame mamário com tomossíntese pode aumentar em 40% a deteção precoce de cancro, bem como reduzir em 40% os falsos positivos ou repetições desnecessárias de exames.
É de realçar que a mamografia e a ecografia mamária são exames diferentes. A ecografia pode ser realizada para complementar o estudo mamográfico, mas não é validada para o rastreio de cancro.1 e 2
Segurança
As mamografias são exames seguros, porque a quantidade de radiação emitida é muito pequena.
Embora seja considerado seguro durante a gravidez, os profissionais de saúde podem recomendar o reagendamento do exame se a mulher não correr risco de desenvolver cancro da mama enquanto está grávida.1, 2 e 3
Riscos
Os riscos do exame de raio-x à mama são:6
- Cancro não detetado: a mamografia nem sempre deteta alterações que já estejam presentes;
- Raio-x: fazer um exame a cada 3 anos durante 20 anos aumenta ligeiramente a probabilidade de desenvolver cancro ao longo da vida.
Porém, os benefícios do exame superam qualquer possível dano causado pela exposição à radiação.
Resultados
Uma em cada catorze pessoas submetidas ao rastreio tem um resultado positivo, o que não significa necessariamente a presença de cancro da mama.
Nestes casos, são realizados exames complementares, como uma ecografia mamária ou biópsia da mama, que permitem esclarecer o resultado do rastreio.
Já um resultado negativo indica a inexistência de sinais suspeitos de cancro da mama, embora seja recomendada a realização de uma mamografia dois anos depois.1, 3, 5 e 6
O que fazer se surgir algum sinal ou sintoma?
Se, no intervalo dos dois anos, tiver algum sintoma suspeito, deve consultar o médico de imediato.
Estes sinais ou sintomas incluem nódulos palpáveis, retração do mamilo, escorrência mamilar e pele da mama com aspeto de casca de laranja.
Por isso, não aguarde pelo regresso do rastreio e agende um novo exame.3 e 4
Fontes
-
Cleveland Clinic (2024). Mammogram. Disponível aqui.
-
Johns Hopkins Medicine. Mammograms. Disponível aqui.
-
SNS 24 (2025). Rastreio do cancro da mama. Disponível aqui.
-
Liga Portuguesa Contra o Cancro. Programa de Rastreio de Cancro da Mama. Disponível aqui.
-
CDC (2024). About Mammograms. Disponível aqui.
-
NHS. Breast screening (mammogram). Disponível aqui.



