Gravidez de risco: quais os fatores e como acompanhar
Copiado!
Uma gravidez de risco exige alguns cuidados específicos. Perceba o que caracteriza este tipo de gestação.
Certamente já ouviu falar em gravidez de risco. Contudo, há que saber quais os critérios que ajudam a definir quando uma gestação é de risco e o que pode estar na origem desta situação.
O que é uma gravidez de risco?
Considera-se uma gravidez de risco qualquer gestação que possa afetar a saúde ou a vida da mãe, ou do feto.
O risco pode existir mesmo antes da mulher engravidar ou surgir no início, meio ou fim da gestação.
Daí ser importante haver um acompanhamento médico desde o princípio, de modo a detetar eventuais complicações o mais cedo possível. 1
Causas ou fatores de risco
Há muitos fatores que podem aumentar a probabilidade de uma mulher desenvolver uma gravidez de risco, entre os quais: 2
- Idade da gestante, ou seja, ter menos de 17 anos e mais de 35 anos;
- Condições médicas existentes antes da gravidez, como hipertensão; problemas pulmonares, renais ou cardíacos; diabetes; depressão; obesidade; magreza extrema; doenças auto-imunes; doenças sexualmente transmissíveis (DST); infeções a longo prazo (crónicas) como o vírus da imunodeficiência humana (HIV);
- Consumo ou dependência de substâncias tóxicas;
- Historial de aborto espontâneo, problemas em gravidezes anteriores ou histórico familiar de doenças genéticas;
- Condições médicas que ocorrem durante a gravidez, como, por exemplo: pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, depressão;
- Problemas decorrentes da própria gravidez, como, por exemplo: parto prematuro, gestações gemelares (gémeos), placenta prévia, problemas fetais, alterações do líquido amniótico;
- Incompatibilidade sanguínea de Fator Rh (caso a gestante tenha sangue Rh negativo e o feto sangue Rh positivo).
Diagnóstico e monitorização
Quando não há condições pré-existentes que determinem que uma gravidez é de risco, só se chega a esse diagnóstico após a realização de alguns exames e análises, tais como:
- Hemograma completo;
- Análise à urina;
- Teste de tipo sanguíneo;
- Teste de fator Rh;
- Testes para doenças infecciosas;
- Triagem para diabetes gestacional;
- Teste de pressão arterial;
- Teste estreptococo grupo B;
- Teste para defeitos congénitos;
- Ecografia transvaginal.
Se estes testes revelarem algum nível de risco, a gestante e o bebé devem ser monitorizados com mais frequência.
Porém, o acompanhamento do problema depende do fator subjacente a esta situação.
Por exemplo, as gestantes diabéticas devem ter um cuidado especial com a sua dieta e, em alguns casos, tomar medicamentos para controlar o açúcar presente no sangue.
Por outro lado, as mulheres com doenças infecciosas podem ter de tomar certos medicamentos durante a gravidez. Nestas situações, devem também ser tidas determinadas precauções durante o parto.
Além disso, quem tem uma gravidez considerada de risco deve ser sujeita a uma maior vigilância durante o período pré-natal e fazer mais exames de diagnóstico, nomeadamente para monitorizar o estado de saúde do bebé.
Uma gravidez de risco pode ser prevenida?
É possível evitar alguns fatores que aumentam a probabilidade de uma gravidez de risco, enquanto outros não podem ser evitados. 3
Por exemplo, determinadas condições médicas que a mulher tem durante a gestação geralmente não são evitáveis.
Contudo, há alguns cuidados que podem ser adotados antes de engravidar e durante a gravidez para diminuir o risco de problemas, como não fumar, não consumir bebidas alcoólicas ou manter um peso equilibrado.
Assim, e mesmo antes de engravidar, importa fazer uma consulta médica pré-natal, para fazer um check-up e perceber quais os comportamentos a ajustar.
Fontes



