Logo
homem a ressonar.jpg
Saúde

Costuma ressonar? Conheça as causas e os tratamentos

27 abril 2023
link

Copiado!

Ressona ou vive com alguém que sofra deste problema? Descubra as causas da roncopatia e quais os tratamentos existentes.

Ressonar é algo que afeta um elevado número de pessoas. Contudo, tal não significa que esta condição deva ser banalizada, até porque, em alguns casos, pode ser sintoma de um problema de saúde mais grave.


Por isso, é importante perceber o que pode causar a roncopatia e quando procurar ajuda para tratar este problema. 2

 

 

O que significa ressonar?

 

Ressonar refere-se ao som rouco ou áspero que é emitido pelo corpo durante a respiração, quando o ar passa pelos tecidos da garganta e os faz vibrar.


Enquanto estamos a dormir profundamente, é normal que os músculos do céu da boca, língua e garganta relaxem, o que pode bloquear, em parte, as vias aéreas. É este estreitamento das vias aéreas que faz com que os tecidos vibrem à passagem do ar, provocando o ruído tão característico.


Quando ressonar é algo ligeiro e pontual, não há motivo para preocupação. No entanto, se for acompanhado de despertar frequente, dificuldade em respirar ou sensação de asfixia, pode ser sinal de apneia do sono obstrutiva (​​SAOS). 

homem a dormir de barriga para cima.jpg

Causas

 

As características anatómicas da boca e dos seios nasais levam a que algumas pessoas tenham maior propensão para ressonar. 


Um céu da boca baixo e espesso estreita as vias aéreas. Entre os outros aspetos que podem contribuir para a obstrução do fluxo do ar estão também uma úvula (vulgo campainha) alongada, amígdalas aumentadas ou uma língua grande.


Quem sofre de problemas respiratórios agudos ou crónicos também tende a ressonar. Complicações como a congestão nasal ou o desvio do septo nasal podem igualmente provocar roncopatia.


Existem, ainda, fatores de risco que podem agudizar a roncopatia, por afetarem as vias aéreas, como:  1

 

  • Ingestão de álcool: Beber álcool também relaxa os músculos da garganta e diminui as defesas contra a obstrução das vias aéreas. Logo, consumir bebidas alcoólicas, antes de ir dormir, pode aumentar a frequência do ronco.
  • Privação de sono: Não dormir um número de horas satisfatório pode também conduzir ao relaxamento da garganta.
  • Posição de dormir: Quem dorme de barriga para cima tem tendência a ressonar mais, pois a gravidade provoca o estreitamento das vias aéreas.
  • Excesso de peso ou obesidade: Quem tem excesso de peso pode ter tecidos “a mais” na parte de trás da garganta, o que também estreita as vias aéreas.

Diagnóstico e exames complementares

 

O diagnóstico da roncopatia começa com uma conversa com o paciente, sobre os sintomas e o seu historial clínico. Pode ser importante conversar também com o seu companheiro(a) sobre a frequência, duração e até sobre o volume do ressonar, para perceber o nível de gravidade do problema.


É também realizado um exame físico, durante o qual o médico avalia o índice de massa corporal (IMC) e a tensão arterial do doente. 


Além disso, é observado o nariz e a boca, de modo a detetar eventuais sinais de obstrução das vias aéreas. 


Em função da gravidade da roncopatia, ou se houver suspeitas de apneia do sono obstrutiva, é aconselhada a realização de exames complementares, como a polissonografia. 


Este estudo, não invasivo e indolor, consiste no registo simultâneo de vários parâmetros fisiológicos, como a respiração. É realizado com um dispositivo específico, durante o sono, em casa do paciente ou numa clínica.4 

 

Como tratar

O tratamento da roncopatia varia em função da origem do problema.


Quando ressonar é uma condição esporádica, não carece de tratamento ou pode ser resolvida recorrendo a abordagens simples e pouco invasivas.


Todavia, quando há suspeitas, por exemplo, de apneia do sono, deve contemplar-se medidas mais complexas. Entre os tratamentos possíveis estão: 2, 3

 

  • Mudanças no estilo de vida;
  • Uso de bocais anti-ronco;
  • Realização de exercícios bucais;
  • Recurso a dispositivos de pressão positiva nas vias aéreas (CPAP);
  • Cirurgia. 

 

Mudanças no estilo de vida

 

Fazer mudanças no estilo de vida pode ajudar a controlar a roncopatia, nomeadamente:

 

  • Limitar o consumo de álcool e de sedativos: estas substâncias podem agravar os casos de roncopatia.
  • Alterar a posição a dormir: evitar dormir de barriga para cima é um passo importante para deixar de ressonar.
  • Elevar a cabeceira da cama: pode ajudar a moderar a roncopatia.
    Diminuir a congestão nasal: controlar as alergias respiratórias e tratar a congestão nasal pode garantir passagens nasais mais abertas, o que facilitará a respiração.
  • Exercícios para a boca: o enfraquecimento dos músculos em torno das vias aéreas também favorece a roncopatia. Logo, fazer exercícios para fortalecer a boca, a língua e a garganta podem ajudar a aumentar o tónus muscular (contração natural dos músculos) e a ressonar menos.

 

Como o excesso de peso e a obesidade podem aumentar o risco de roncopatia, é também importante promover alterações que favoreçam um peso equilibrado.

mulher a segurar num dispositivo anti-ronco.jpg

Dispositivos que ajudam a tratar a roncopatia

 

Além de mudar alguns hábitos, existem dispositivos que podem reduzir a frequência e a intensidade do ressonar. 


Um exemplo disso são os bocais anti-ronco, que permitem manter a língua ou a mandíbula numa posição estável, de modo a prevenir bloqueios das vias aéreas, durante o sono. 


Há dois tipos de bocais: os de avanço mandibular e os de retenção de língua.


Estão igualmente disponíveis dispositivos de pressão positiva nas vias aéreas (CPAP). Estas máquinas bombeiam ar pressurizado para dentro das vias aéreas, evitando, assim, a sua obstrução. 

 

Cirurgia


Quando outros tratamentos não surtem efeito, a cirurgia pode revelar-se necessária para tratar este problema.


Uma das cirurgias mais realizadas nestes casos é a uvulopalatofaringoplastia, que visa ampliar as vias aéreas.2 Através deste procedimento, podem ainda tratar-se outros problemas relacionados com a roncopatia, como pólipos nasais, desvio de septo ou bloqueios das passagens nasais.


Existem outras abordagens cirúrgicas. Contudo, a resposta a cada situação deve ser individualizada.

Fontes

 

  1. Mayo Clinic. (2017). Snoring. Disponível aqui 

  2. Sleep Foundation. (2023). Snoring and Sleep. Disponível aqui

  3. National Health Service. (2020). Snoring. Disponível aqui. 

  4. Manual MSD. (2022). Ressonar. Disponível aqui.

 

Newsletter

Quer ficar a par das novidades?
Subscreva a newsletter!

PessoasCiênciaSaúde

Escolha do ConsumidorGlobal Safe SiteLivro de Reclamações

Contactos

+351 222 401 401
Custo de chamada
para a rede fixa nacional
2ª a 6ª – 8h00 às 20h00
Sábado – 8h30 às 12h30

Siga-nos nas redes sociais

APP Saúde Unilabs

© Unilabs 2026 | Powered by  
.
.
check