Trombofilia na gravidez: o que é e como prevenir o risco
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A idade materna é um dos fatores de risco da trombofilia na gravidez. Conheça os outros e perceba como podem ser prevenidos.
O risco de trombose existe em qualquer gestação. Contudo, a probabilidade de ocorrer trombofilia na gravidez aumenta na presença de uma série de fatores, entre os quais a idade da mulher.
Por isso, vale a pena perceber em que consiste este problema, quais os efeitos e as formas de prevenção.
O que é a trombofilia?
A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida e caracteriza-se pelo aumento do risco de formação de coágulos de sangue.
Esta condição pode levar ao entupimento parcial ou total das veias, culminando em patologias, tais como acidente vascular cerebral ou embolia pulmonar.
Muitas vezes, este problema só é diagnosticado quando se manifesta, ou seja, quando se forma um coágulo.
Na gravidez, a trombofilia constitui uma condição grave, podendo levar à prematuridade, abortos precoces e morte fetal.
A incidência de trombose na gravidez é maior no terceiro trimestre de gestação e no puerpério, que dura normalmente entre seis a oito semanas. 1, 2
O que pode causar uma trombofilia?
A própria gestação constitui um fator de risco, mas há outras condições que podem potenciar o desenvolvimento da trombofilia na gravidez, tais como: 1
- Excesso de peso;
- Tabagismo;
- Doenças oncológicas;
- Diabetes;
- Problemas cardíacos;
- Idade materna superior a 35 anos;
- Antecedentes de trombose.
Sintomas
Geralmente, a trombofilia é uma doença silenciosa, sendo muitas vezes assintomática. No entanto, há alguns sinais e sintomas que podem servir de alerta, entre os quais: 1
- Dores no peito;
- Dores na parte superior das costas;
- Tonturas
- Falta de ar;
- Desmaios;
- Tosse seca;
- Tosse com sangue;
- Abortos recorrentes;
- Alterações na cor da pele ou edema na perna afetada.
Principais consequências da trombofilia na gravidez
A restrição do crescimento fetal é uma das consequências da trombofilia quando esta é hereditária. 1
Todavia, a trombofilia na gravidez pode ter outros efeitos adversos: 1
- Pré-eclâmpsia (níveis de pressão arterial elevados associados à presença de proteínas na urina);
- Síndrome HELLP (forma grave de pré-eclâmpsia);
- Púrpura fulminante neonatal (condição causada pela deficiência em proteína C);
- Abortos repetidos;
- Nados mortos.
Avaliação do risco
Para confirmar o diagnóstico de trombofilia e avaliar os riscos envolvidos, é necessário fazer análises ao sangue que meçam os níveis de proteínas de coagulação.
Esta avaliação ajuda a determinar qual o tratamento mais apropriado, o tipo de anticoagulante a tomar e durante quanto tempo. 1
Prevenção e tratamento
O tratamento para a trombofilia pode variar bastante em função de diferentes aspetos e até pode nem ser necessário fazer qualquer tipo de terapêutica, até haver a formação de um coágulo.
Em alguns casos, o médico pode prescrever a toma de um anticoagulante, consoante o histórico individual e familiar da gestante.
Quanto à prevenção, o primeiro passo é evitar, quando possível, os fatores de risco associados à trombofilia e adotar comportamentos como:
- Manter um peso adequado à condição;
- Não fumar;
- Praticar exercício físico com regularidade e adequado à condição;
- Evitar o sedentarismo;
- Tomar um medicamento anticoagulante, se prescrito pelo médico.
Quem sofre de trombofilia deve, ainda, estar atento a certos pormenores, como, por exemplo, à presença de sangue nas fezes e na urina ou ao sangramento nasal.
Por fim, convém realçar a importância de manter um acompanhamento obstétrico regular, desde o início da gestação, de modo a minimizar os riscos e a realizar um diagnóstico precoce.
Fontes



