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Saúde

Excesso de peso e obesidade: como saber se corro risco de saúde?

05 abril 2023
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O excesso de peso continua a ser um problema de saúde pública à escala global. Saiba como é feito o diagnóstico e avaliado o risco de saúde.

Os números relativos ao excesso de peso são preocupantes, tendo em conta as graves consequências que pode ter na saúde.

Um relatório sobre a obesidade na Europa, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, indica que 59% da população adulta e uma em cada três crianças em idade escolar têm excesso de peso ou obesidade.1

Em Portugal, mais de metade das pessoas com mais de 18 anos (52,8%) sofrem de pré-obesidade ou obesidade, segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística, realizado em 2014.2

Saiba quais os riscos de saúde associados ao excesso de peso e como é feito o diagnóstico.

Excesso de peso e obesidade: o que são?

É considerado excesso de peso quando a pessoa tem um peso superior ao ideal para uma vida saudável.

A obesidade, por seu lado, é uma doença crónica caracterizada pelo excesso de gordura no organismo e que afeta o estado geral de saúde.

Para os adultos, a OMS, define como peso normal, um índice de massa corporal (IMC) entre 18,5 e 24,9.4

Como saber se tenho peso a mais ou obesidade?

O método mais utilizado para determinar se existe excesso de peso ou obesidade é o índice de massa corporal (IMC).

Para calcular o IMC, divide-se o peso da pessoa, pela altura elevada ao quadrado (IMC = Peso (Kg) / Altura2 (m)).

Se o resultado se situar entre os 25 e os 30, estamos perante uma situação de excesso de peso, enquanto um IMC igual ou superior a 30 já configura um caso de obesidade. Em função do IMC são atribuídas as seguintes classificações:3

  • Baixo peso: < 18.5
  • Variação normal: 18.5 – 24.9
  • Pré-obesidade: 25.0 – 29.9
  • Obesidade Classe I: 30.0 – 34.9
  • Obesidade Classe II: 35.0 – 39.9
  • Obesidade Classe III: ≥ 40.0

Além do cálculo do IMC, deve também fazer-se a medição do perímetro abdominal (PA).5

A Unilabs disponibiliza um check-up que permite avaliar o risco de saúde associado ao excesso de peso. São analisados aspetos relacionados com o peso, como percentagem de massa gorda, percentagem de água corporal, massa muscular, perímetros da cintura e da anca.

São igualmente avaliados o estado nutricional, os hábitos alimentares e o estilo de vida da pessoa.

Riscos de saúde associados

A obesidade é um fator de risco para várias outras doenças, nomeadamente:1,4,5

  • doenças respiratórias (apneia obstrutiva do sono, asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica);
  • diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas;
  • doenças cardiovasculares (acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial);
  • fígado gordo;
  • doença renal crónica e pedra nos rins;
  • doenças gastrointestinais (esofagite, refluxo gástrico);
  • infertilidade;
  • doenças musculoesqueléticas (em particular a osteoartrite);
  • problemas de saúde mental (baixa autoestima, depressão e ansiedade).

O risco de doença oncológica, como cancro da mama, do esófago, do pâncreas ou do intestino, está também associado ao excesso de peso e à obesidade.

Causas do excesso de peso e obesidade

Para o excesso de peso ou obesidade contribuem vários fatores. Entre os principais estão o sedentarismo e uma alimentação pouco saudável, que privilegia produtos com alto teor de gordura e açúcar em vez de cereais integrais, peixe, fruta e vegetais (típicos da dieta mediterrânica).

Outras causas de ganho de peso excessivo incluem:5

  • Predisposição genética;
  • Algumas doenças;
  • Toma de medicamentos;
  • Determinantes sociais, como as condições em que vivemos, o nível de rendimentos, aspetos culturais, entre outros.

Uma má higiene de sono pode também potenciar o aumento de peso.5

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Como tratar o excesso de peso e a obesidade?

Para combater o excesso de peso e a obesidade, deve adotar-se uma dieta saudável, preferencialmente com indicações de um nutricionista. Também é fundamental deixar de fumar e fazer exercício físico com regularidade.5

Em alguns casos, pode ainda ser necessário:5

  • Tomar medicamentos;
  • Ser sujeito a procedimentos endoscópicos (por exemplo, colocar balão intragástrico);
  • Fazer cirurgia (por exemplo, colocar banda gástrica);
  • Ser acompanhado por especialistas, como um psiquiatra ou um endocrinologista.

Fontes

  1. WHO. (2022). European Regional Obesity Report. Disponível aqui

  2. Instituto Nacional de Estatística. Inquérito Nacional de Saúde. Disponível aqui

  3. Fundação Portuguesa de Cardiologia. Obesidade. Disponível aqui

  4. Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca. (2018). Excesso de peso e obesidade: conheça os riscos. Disponível aqui

  5. Serviço Nacional de Saúde. (2023). Obesidade. Disponível aqui


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