Síndrome do Intestino Irritável: o que é e cuidados a ter
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A síndrome do intestino irritável corresponde a um distúrbio digestivo que não tem cura, mas pode ser controlado. Saiba como.
A síndrome do intestino irritável conhece outras designações, tais como: "colite nervosa", "colite espástica" ou "cólon irritável". É duas vezes mais predominante em mulheres. Perceba do que se trata e quais os sinais de alerta a que deve estar atento.
O que é a síndrome do intestino irritável?
De acordo com o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (USA), a síndrome do intestino irritável categoriza-se como um conjunto de sintomas que ocorrem em simultâneo e que compreendem dor abdominal recorrente e alterações nos movimentos peristálticos, o que poderá incluir diarreia, prisão de ventre, ou ambos.
Com a síndrome do intestino irritável, estes sintomas poderão ocorrer sem que haja sinais visíveis de dano ou doença no seu trato digestivo.
Consequentemente, o funcionamento do intestino é alterado, interferindo no número de vezes que o paciente evacua, bem como na forma como esvazia o intestino (se este vai mais ou menos vezes que o normal - diarreia ou prisão de ventre), e ainda, a consistência da matéria fecal.
Pode afirmar-se que existem quatro subtipos desta síndrome, sendo eles:
- Cólon irritável com obstipação;
- Cólon irritável com diarreia;
- Cólon irritável de formas mistas;
- Cólon irritável formas não classificáveis.
Como observado pelo National Health Service (UK), a síndrome do intestino irritável é tipicamente uma condição permanente. Os pacientes vivem com frustração e estão sujeitos a maiores impactos na sua vida quotidiana.
Não foi ainda encontrada uma cura, no entanto, alguns reajustes na alimentação e medicação podem frequentemente aliviar e controlar melhor os sintomas.1, 2, 3
Quais são as causas da síndrome do intestino irritável?
A origem desta síndrome ainda não é totalmente clara para os especialistas. Porém, acredita-se que as causas possam ser tanto físicas, como psicológicas, nomeadamente: 1, 2, 3
- Alterações na “comunicação” entre o cérebro e o intestino;
- Problemas na mobilidade gastrointestinal;
- Desequilíbrio da microbiota intestinal;
- Hipersensibilidade intestinal;
- Depressão, ansiedade, stress decorrente de abuso sexual;
- Gastroenterite bacteriana;
- Proliferação de bactérias no intestino delgado;
- Alterações nos neurotransmissores;
- Genética;
- Sensibilidade a certos tipos de alimentos.
Quais são os sintomas da síndrome do intestino irritável?
Alguns dos sintomas indicadores de que sofre da síndrome do intestino irritável são: dor/distensão ou desconforto abdominal, flatulência, diarreia e/ou obstipação. Podem ainda surgir: 1, 2, 3
- Alteração na frequência dos movimentos intestinais;
- Fezes menos consistentes e mais aquosas ou mais duras;
- Necessidade urgente em defecar;
- Sensação de evacuação incompleta;
- Muco nas fezes.
A dor habitualmente afeta a zona inferior do abdómen e, normalmente, manifesta-se após o consumo de alimentos, atenuando o desconforto após a defecação ou a libertação de gases. Ainda assim, a manifestação destes sintomas pode ser duradoura e piorar com o stress.
Náuseas, dores de cabeça, fadiga e ansiedade são outros sintomas que podem estar associados a este problema.
Como é diagnosticada a síndrome do intestino irritável?
É fundamental consultar um médico de modo a que ele possa fazer um diagnóstico exato e uma prescrição terapêutica rigorosa. Entre os exames que podem ser pedidos para proceder à avaliação do doente e a um eventual diagnóstico de síndrome do intestino irritável estão: 1, 2, 3
- Exames endoscópicos (sigmoidoscopia e, colonoscopia ou endoscopia (superior));
- Exames laboratoriais (pesquisa de sangue oculto nas fezes);
- Exames radiológicos;
- Avaliação psicológica.
Como aliviar os sintomas
Apesar de não ter cura, os sintomas associados à síndrome do intestino irritável podem ser atenuados, caso sejam adotadas algumas medidas como, por exemplo: 1, 2, 3
- Fazer uma alimentação equilibrada e pobre em gordura, além de evicção de alimentos derivados do leite, café, álcool, adoçantes artificiais, (cujos sufixos sejam “-ol”) feijão e couves;
- Tomar fármacos prescritos pelo médico (como suplementos de fibra, laxantes, antidiarreicos, probióticos e antiespasmódicos, entre outros);
- Tratar problemas psicológicos que estejam associados;
- Psicoterapia para controlar o stress, ansiedade e depressão;
- Praticar exercício físico.
No entanto, importa dizer que o alívio dos sintomas tende a ser um processo lento e gradual, pelo que é necessária muita resiliência e perseverança da parte do doente.
Como pode prevenir?
A principal forma de tentar prevenir esta patologia é evitando os fatores indicados como de risco.
Por isso, é importante ter uma vida globalmente saudável, com base numa dieta especialmente equilibrada, na prática regular de atividade física e também é importante manter níveis controlados de stress.
Esteja atento aos sinais de alerta e consulte um médico se os sintomas se prolongarem no tempo e afetarem negativamente a sua qualidade de vida.
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