Análises na gravidez: quais devem ser feitas e com que frequência
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Há análises que são repetidas ao longo da gravidez. Saiba quais são realizadas habitualmente e em que situações são aconselhados exames complementares.
A realização de análises na gravidez é bastante importante para a saúde da mulher e do bebé.
A maioria das análises de sangue são iguais para todas as gestantes. No entanto, cada grávida pode vivenciar situações diferentes, sendo, por vezes, necessários outros exames para além dos habituais. 1
Análises por cada trimestre da gravidez
Passamos a esclarecer que análises devem ser feitas em cada trimestre da gravidez e os respetivos objetivos. 2
1.º trimestre
Normalmente, durante o primeiro trimestre, a grávida consulta o médico uma vez por mês.
As análises do 1.º trimestre costumam incluir:1, 3, 4 e 5
- Hemograma: contagem de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, que permite detetar anemia, infeção e baixa contagem de plaquetas;
- Glicose em jejum: o nível de açúcar no sangue é usado para identificar diabetes;
- Rastreio Pré-Natal Bioquímico: para dosear proteínas (PAPP-A e ß-hCG livre) associadas a um maior risco de alterações cromossómicas, como a trissomia 21;
- Serologia de infeções: para verificar se a grávida teve contacto com infeções como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus (CMV), uma infeção comum por herpesvírus;
- Anticorpos VIH 1 e 2;
- VDRL para detetar sífilis;
- Antigénios da hepatite B;
- Rastreio da pré-eclâmpsia:doseamento do marcador bioquímico - Fator de Crescimento Placentar (PlGF) — que ajuda a calcular o risco de pré-eclâmpsia;
- Grupo sanguíneo com pesquisa de anticorpos específicos: durante a gravidez e após o parto, as grávidas Rh negativas necessitam de alguns cuidados complementares;
- Teste de Coombs indireto nas grávidas Rh negativas;
- Urocultura: uma colheita de urina permite detetar uma possível infeção urinária.
A par do rastreio bioquímico, os resultados são conjugados com os dados da ecografia do 1.º trimestre, que se realiza entre as 11 e as 13 semanas, para:1
- Identificar o número de bebés;
- Confirmar o tempo de gestação;
- Medir translucência da nuca (espessura da pele do pescoço), visualizar ossos do nariz e medir índice de pulsatibilidade da artéria uterina.
2.º trimestre
Durante o segundo trimestre da gravidez, a grávida deve consultar o médico a cada duas a quatro semanas.
Caso não tenha realizado o rastreio bioquímico no 1ºtrimestre, a grávida tem possibilidade de realizar este rastreio entre as 14 e as 22 semanas:
- Rastreio bioquímico para dosear proteínas (ß-hCG livre, AFP, Inibina A e Estriol livre) associadas a um maior risco de mutações cromossómicas, como a trissomia 21;
Nessa fase, as consultas pré-natais incluem análises de sangue e urina entre as 24 e as 28 semanas de gravidez. Geralmente, as análises comuns são:1, 6 e 7
- Hemograma: continua a ter o mesmo objetivo das análises do 1.º trimestre, através da contagem de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas;
- Serologia de infeções: para detetar rubéola e toxoplasmose em grávidas não imunes nas análises do 1.º trimestre;
- Prova de tolerância oral à glicose: se a grávida teve um valor normal de glicose em jejum nas análises do 1.º trimestre, deve fazer a prova de tolerância oral à glicose como rastreio complementar de diabetes. Depois da colheita de sangue em jejum, a grávida bebe um líquido que contém 75 gramas de glicose. O sangue é colhido novamente entre uma a duas horas após a ingestão desse líquido;
- Teste de Coombs indireto nas grávidas Rh negativas;
- Urocultura: esta colheita de urina, realizada nas análises do 1.º trimestre, mantém o objetivo de detetar uma infeção urinária.
Entre as 20 e as 22 semanas, é realizada uma ecografia para avaliar:1
- A anatomia do bebé, incluindo cabeça, cérebro, face, coração, pulmões, coluna vertebral, rins, abdómen, estômago, vesícula biliar, bexiga e membros.
- A localização da placenta, assim como a quantidade de líquido amniótico.
- O comprimento do colo do útero, para identificar se há um maior risco de parto pré-termo.
Adicionalmente, se a grávida pretender, pode ficar a saber o sexo do bebé com esta ecografia.
3.º trimestre
Geralmente, durante o terceiro trimestre, a grávida pode consultar o médico com maior regularidade dependendo da sua condição médica.
As análises habitualmente realizadas entre as 32 e as 34 semanas de gravidez são:1, 8 e 9
- Urocultura e hemograma: ambas com os mesmos objetivos das análises do 1.º e 2.º trimestres;
- Serologia de infeções: para detetar toxoplasmose em grávidas não imunes nas análises anteriores;
- Anticorpos VIH 1 e 2;
- VDRL para detetar sífilis;
- Antigénios da hepatite B: nas grávidas não vacinadas e cujo rastreio foi negativo no 1.º trimestre.
Se não for detetado nenhum problema de saúde, estas são as últimas análises que a grávida fará.
Geralmente, a última ecografia é realizada entre as 32 e as 34 semanas de gestação, tendo como principais objetivos:1
- Avaliação do crescimento do bebé através de uma estimativa de peso, baseada em medições da cabeça, abdómen e osso da coxa;
- Avaliação da posição do bebé, ou seja, se está de cabeça para baixo, sentado ou atravessado;
- Avaliação da localização da placenta, assim como a quantidade de líquido amniótico;
- Avaliação dos fluxos sanguíneos do cordão umbilical e de alguns órgãos do bebé.
Entre as 35 e as 37 semanas, pode ser aconselhável efetuar uma colheita de secreções vaginais e perianais, para detetar a presença da bactéria Streptococcus do grupo B.
Essa bactéria pode causar uma infeção grave ao bebé, se houver exposição durante o parto.
Que outros exames são recomendados durante a gravidez?
Além das análises comuns na gravidez, há outros exames que podem ser recomendados, nomeadamente:1 e 5
- No primeiro trimestre, quando o risco do rastreio combinado (rastreio bioquímico com ecografia) é intermédio, é proposto um teste mais preciso de avaliação, designado doseamento do ADN fetal em circulação materna;
- Se o risco for elevado, é proposta a realização de uma amniocentese, para determinar se existem malformações cromossómicas, como síndrome de Down ou fibrose cística.
- Diagnóstico Pré-Eclampsia (2 ou 3º trimestre): dosear os marcadores bioquímicos sFlt-1 e PlGF e efetuar o cálculo do rácio sFlt-1/PlGF. Recomendado em grávidas com manifestações clínicas como, proteínúria, hipertensão arterial, diabetes, entre outros.
Sempre que tiverem de realizar exames, as futuras mães podem contar com o conforto do Espaço Grávidas da Unilabs, que, além de uma maior tranquilidade, proporciona um conjunto de serviços personalizados.
Fontes:
-
Centro Hospitalar Lisboa Norte. Exames de rotina na gravidez. Disponível aqui.
-
WebMD (2023). Your Guide to Prenatal Testing. Disponível aqui.
-
Healthline (2017). The First Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.
-
Mayo Clinic (2024). 1st trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.
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Healthline (2020). Prenatal Screening Tests. Disponível aqui.
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Healthline (2017). The Second Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.
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Mayo Clinic (2022). 2nd trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.
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Healthline (2017). The Third Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.
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Mayo Clinic (2022). 3rd trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.



