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Exames Médicos

Análises na gravidez: quais devem ser feitas e com que frequência

05 agosto 2025
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Há análises que são repetidas ao longo da gravidez. Saiba quais são realizadas habitualmente e em que situações são aconselhados exames complementares.

A realização de análises na gravidez é bastante importante para a saúde da mulher e do bebé.

A maioria das análises de sangue são iguais para todas as gestantes. No entanto, cada grávida pode vivenciar situações diferentes, sendo, por vezes, necessários outros exames para além dos habituais. 1

Análises por cada trimestre da gravidez

Passamos a esclarecer que análises devem ser feitas em cada trimestre da gravidez e os respetivos objetivos. 2

1.º trimestre

Normalmente, durante o primeiro trimestre, a grávida consulta o médico uma vez por mês.

As análises do 1.º trimestre costumam incluir:1, 3, 4 e 5

  • Hemograma: contagem de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, que permite detetar anemia, infeção e baixa contagem de plaquetas;
  • Glicose em jejum: o nível de açúcar no sangue é usado para identificar diabetes;
  • Rastreio Pré-Natal Bioquímico: para dosear proteínas (PAPP-A e ß-hCG livre) associadas a um maior risco de alterações cromossómicas, como a trissomia 21;
  • Serologia de infeções: para verificar se a grávida teve contacto com infeções como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus (CMV), uma infeção comum por herpesvírus;
  • Anticorpos VIH 1 e 2;
  • VDRL para detetar sífilis;
  • Antigénios da hepatite B;
  • Rastreio da pré-eclâmpsia:doseamento do marcador bioquímico - Fator de Crescimento Placentar (PlGF) — que ajuda a calcular o risco de pré-eclâmpsia;
  • Grupo sanguíneo com pesquisa de anticorpos específicos: durante a gravidez e após o parto, as grávidas Rh negativas necessitam de alguns cuidados complementares;
  • Teste de Coombs indireto nas grávidas Rh negativas;
  • Urocultura: uma colheita de urina permite detetar uma possível infeção urinária.

A par do rastreio bioquímico, os resultados são conjugados com os dados da ecografia do 1.º trimestre, que se realiza entre as 11 e as 13 semanas, para:1

  • Identificar o número de bebés;
  • Confirmar o tempo de gestação;
  • Medir translucência da nuca (espessura da pele do pescoço), visualizar ossos do nariz e medir índice de pulsatibilidade da artéria uterina.

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2.º trimestre

Durante o segundo trimestre da gravidez, a grávida deve consultar o médico a cada duas a quatro semanas.

Caso não tenha realizado o rastreio bioquímico no 1ºtrimestre, a grávida tem possibilidade de realizar este rastreio entre as 14 e as 22 semanas:

  • Rastreio bioquímico para dosear proteínas (ß-hCG livre, AFP, Inibina A e Estriol livre) associadas a um maior risco de mutações cromossómicas, como a trissomia 21;

Nessa fase, as consultas pré-natais incluem análises de sangue e urina entre as 24 e as 28 semanas de gravidez. Geralmente, as análises comuns são:1, 6 e 7

  • Hemograma: continua a ter o mesmo objetivo das análises do 1.º trimestre, através da contagem de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas;
  • Serologia de infeções: para detetar rubéola e toxoplasmose em grávidas não imunes nas análises do 1.º trimestre;
  • Prova de tolerância oral à glicose: se a grávida teve um valor normal de glicose em jejum nas análises do 1.º trimestre, deve fazer a prova de tolerância oral à glicose como rastreio complementar de diabetes. Depois da colheita de sangue em jejum, a grávida bebe um líquido que contém 75 gramas de glicose. O sangue é colhido novamente entre uma a duas horas após a ingestão desse líquido;
  • Teste de Coombs indireto nas grávidas Rh negativas;
  • Urocultura: esta colheita de urina, realizada nas análises do 1.º trimestre, mantém o objetivo de detetar uma infeção urinária.

Entre as 20 e as 22 semanas, é realizada uma ecografia para avaliar:1

  • A anatomia do bebé, incluindo cabeça, cérebro, face, coração, pulmões, coluna vertebral, rins, abdómen, estômago, vesícula biliar, bexiga e membros.
  • A localização da placenta, assim como a quantidade de líquido amniótico.
  • O comprimento do colo do útero, para identificar se há um maior risco de parto pré-termo.

Adicionalmente, se a grávida pretender, pode ficar a saber o sexo do bebé com esta ecografia.

3.º trimestre

Geralmente, durante o terceiro trimestre, a grávida pode consultar o médico com maior regularidade dependendo da sua condição médica.

As análises habitualmente realizadas entre as 32 e as 34 semanas de gravidez são:1, 8 e 9

  • Urocultura e hemograma: ambas com os mesmos objetivos das análises do 1.º e 2.º trimestres;
  • Serologia de infeções: para detetar toxoplasmose em grávidas não imunes nas análises anteriores;
  • Anticorpos VIH 1 e 2;
  • VDRL para detetar sífilis;
  • Antigénios da hepatite B: nas grávidas não vacinadas e cujo rastreio foi negativo no 1.º trimestre.

Se não for detetado nenhum problema de saúde, estas são as últimas análises que a grávida fará.

Geralmente, a última ecografia é realizada entre as 32 e as 34 semanas de gestação, tendo como principais objetivos:1

  • Avaliação do crescimento do bebé através de uma estimativa de peso, baseada em medições da cabeça, abdómen e osso da coxa;
  • Avaliação da posição do bebé, ou seja, se está de cabeça para baixo, sentado ou atravessado;
  • Avaliação da localização da placenta, assim como a quantidade de líquido amniótico;
  • Avaliação dos fluxos sanguíneos do cordão umbilical e de alguns órgãos do bebé.

Entre as 35 e as 37 semanas, pode ser aconselhável efetuar uma colheita de secreções vaginais e perianais, para detetar a presença da bactéria Streptococcus do grupo B.

Essa bactéria pode causar uma infeção grave ao bebé, se houver exposição durante o parto.

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Que outros exames são recomendados durante a gravidez?

Além das análises comuns na gravidez, há outros exames que podem ser recomendados, nomeadamente:1 e 5

  • No primeiro trimestre, quando o risco do rastreio combinado (rastreio bioquímico com ecografia) é intermédio, é proposto um teste mais preciso de avaliação, designado doseamento do ADN fetal em circulação materna;
  • Se o risco for elevado, é proposta a realização de uma amniocentese, para determinar se existem malformações cromossómicas, como síndrome de Down ou fibrose cística.
  • Diagnóstico Pré-Eclampsia (2 ou 3º trimestre): dosear os marcadores bioquímicos sFlt-1 e PlGF e efetuar o cálculo do rácio sFlt-1/PlGF. Recomendado em grávidas com manifestações clínicas como, proteínúria, hipertensão arterial, diabetes, entre outros.

Sempre que tiverem de realizar exames, as futuras mães podem contar com o conforto do Espaço Grávidas da Unilabs, que, além de uma maior tranquilidade, proporciona um conjunto de serviços personalizados.  

Fontes:

  1. Centro Hospitalar Lisboa Norte. Exames de rotina na gravidez. Disponível aqui.

  2. WebMD (2023). Your Guide to Prenatal Testing. Disponível aqui.

  3. Healthline (2017). The First Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.

  4. Mayo Clinic (2024). 1st trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.

  5. Healthline (2020). Prenatal Screening Tests. Disponível aqui.

  6. Healthline (2017). The Second Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.

  7. Mayo Clinic (2022). 2nd trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.

  8. Healthline (2017). The Third Trimester of Pregnancy. Disponível aqui.

  9. Mayo Clinic (2022). 3rd trimester pregnancy: What to expect. Disponível aqui.

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