Síndrome metabólica: quais os fatores de risco associados?
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A obesidade abdominal e os triglicerídeos altos são alguns dos fatores de risco associados à síndrome metabólica. Conheça outros.
A síndrome metabólica, também denominada síndrome de resistência à insulina, é um conjunto de condições que aumentam significativamente o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2.
Este é um problema crescente no território nacional, especialmente em áreas não urbanas e em contextos socioeconómicos menos favorecidos.
Um estudo publicado na revista BMC Public Health revelou que, em Portugal continental, a síndrome metabólica afeta entre 36,5% e 49,6% da população.1 e 2
Critérios para o diagnóstico da síndrome metabólica
Uma pessoa tem síndrome metabólica quando reúne, pelo menos, três dos seguintes fatores:3
- Triglicerídeos altos: acima de 150 mg/dl;
- Colesterol HDL baixo: abaixo de 40 mg/dl no sexo masculino ou dos 50 mg/dl no sexo feminino, nas pessoas que não estão a fazer qualquer tratamento;
- Pressão arterial elevada: 130 mmHg ou superior (pressão sistólica), 85 mmHg ou superior (pressão diastólica) ou hipertensão previamente diagnosticada que requer tratamento;
- Aumento do tamanho da cintura: quando o perímetro abdominal é superior a 102 centímetros no sexo masculino e superior a 88 centímetros no sexo feminino;
- Açúcar alto no sangue: nível de glicose plasmática, em jejum, de 100 mg/dl ou superior a esse valor; diagnóstico prévio de diabetes tipo 2 ou uso de medicação para diabetes.
Causas e fatores de risco
Os especialistas não sabem ao certo as causas da síndrome metabólica, mas há determinados fatores que podem contribuir para o seu aparecimento:4
- Obesidade, especialmente abdominal: ter gordura extra na barriga, em oposição a outras partes do corpo, parece aumentar o risco de síndrome metabólica;
- Alimentação: ter uma dieta composta por alimentos processados;
- Inatividade física: não praticar exercício suficiente pode desempenhar um papel importante para o surgimento desta condição;
- Pós-menopausa;
- Fumar;
- Desequilíbrio hormonal: as hormonas podem influenciar o surgimento desta síndrome. A título de exemplo, a síndrome dos ovários poliquísticos, uma condição que afeta a fertilidade, está relacionada com o desequilíbrio hormonal e com a síndrome metabólica.
Uma vez que as causas da síndrome metabólica são desconhecidas, é importante efetuar exames regulares, como o check-up cardiovascular. Este exame, disponível na Unilabs, permite prevenir e avaliar, de forma completa, indicadores relacionados com várias doenças cardiovasculares, como hipertensão, colesterol e diabetes.
Síndrome metabólica: sintomas
Os sintomas dependem dos critérios que determinaram o diagnóstico da síndrome metabólica. Por exemplo, os triglicerídeos altos ou o colesterol HDL baixo, geralmente, não causam sintomas.
Já o açúcar elevado no sangue (hiperglicemia) pode causar sintomas em algumas pessoas, nomeadamente:5
- Pele escurecida nas axilas, ou nas costas, e nas laterais do pescoço (acantose nigricans);
- Visão turva;
- Aumento da sede (polidipsia);
- Aumento da frequência em urinar, especialmente à noite;
- Fadiga.
Doenças relacionadas com a síndrome metabólica
Esta condição aumenta as hipóteses de ter diabetes tipo 2 (para quem cumpre os critérios anteriormente mencionados) e doenças vasculares.
A síndrome metabólica pode aumentar também as possibilidades de sofrer de:6
- Fígado gordo;
- Alguns tipos de cancro;
- Doença renal crónica;
- Síndrome do ovário micropoliquístico;
- Apneia do sono;
- Osteoartrite;
- Demência;
- Gota.
Às vezes, pode afetar a fertilidade.
Diagnóstico da síndrome metabólica
Fatores como obesidade abdominal, colesterol HDL baixo, triglicerídeos altos, pressão alta ou glicemia alta em jejum são utilizados para diagnosticar esta síndrome.7
Por isso, o primeiro passo a adotar é realizar análises clínicas, que, aliadas à medição do perímetro abdominal, podem determinar a presença de indicadores de síndrome metabólica. Ambos os exames podem ser realizados na Unilabs.
Como tratar a síndrome metabólica?
A síndrome metabólica é tratada com mudanças no estilo de vida, que visam, essencialmente, controlar os diferentes fatores de risco identificados e prevenir a evolução para as formas mais graves da doença.
Perder peso
Quando um dos fatores de risco é a obesidade abdominal, um dos grandes objetivos do tratamento é a perda de peso. Isto, além de reduzir a quantidade de gordura na cintura, vai permitir:7
- Aumentar o colesterol HDL, assim como pode reduzir o colesterol LDL e os triglicerídeos;
- Reduzir o risco de diabetes tipo 2;
- Baixar a pressão arterial.
A Unilabs dispõe de um check-up, que, além de avaliar o risco de saúde associado ao peso e à composição corporal, inclui uma consulta de nutrição.
Adaptar a dieta
Comer legumes crus no início de cada refeição, optando por uma salada em vez de uma sopa, pode ajudar a controlar os picos de glicemia durante a refeição e, consequentemente, os níveis de insulina, dado que este tipo de alimentos são ricos em fibra.
Quem tem síndrome metabólica deve considerar adotar outros cuidados alimentares, como comer muitas vezes ao dia, mas em menor quantidade. 7
Praticar exercício físico
A atividade física ajuda as pessoas com sobrepeso, ou obesidade, uma vez que mantêm e aumentam a massa corporal magra, ou tecido muscular, enquanto perdem gordura.
A prática regular de exercício físico pode ajudar a reduzir a pressão arterial e a prevenir a diabetes tipo 2, além de diminuir o apetite, melhorar o sono e a flexibilidade, controlando ainda o colesterol LDL.7
Medicação
Se a dieta e outras mudanças no estilo de vida não fizerem nenhum tipo de diferença, o médico pode prescrever medicamentos para ajudar a baixar a pressão arterial, melhorar o metabolismo da insulina, assim como diminuir o colesterol LDL e aumentar o colesterol HDL.
Prevenção
Para prevenir as condições que provocam a síndrome metabólica, tanto infantil como em adultos, é essencial ter um estilo de vida saudável, que inclui: 8
- Praticar atividade física, durante, pelo menos, 30 minutos na maioria dos dias;
- Comer muitos vegetais, fruta, proteínas magras e grãos integrais;
- Limitar a gordura saturada e o sal na dieta;
- Manter um peso estável;
- Evitar fumar.
Fontes
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NIH (2022). What Is Metabolic Syndrome? Disponível aqui.
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BMC Public Health (2017). The prevalence of the metabolic syndrome in Portugal: the PORMETS study. Disponível aqui.
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Harvard Health Publishing (2024). Metabolic syndrome is on the rise: What it is and why it matters. Disponível aqui.
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WebMD (2024). What Is Metabolic Syndrome? Disponível aqui.
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Cleveland Clinic (2023). Metabolic Syndrome. Disponível aqui.
-
NHS (2023). Metabolic syndrome. Disponível aqui.
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Johns Hopkins Medicine. Metabolic Syndrome. Disponível aqui.
-
Mayo Clinic (2021). Metabolic syndrome - Symptoms & causes. Disponível aqui.



