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Gravidez

O que é a amniocentese e quando deve ser feita

15 setembro 2025
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Nem todas as grávidas precisam de realizar uma amniocentese, mas é um procedimento recomendado para certos casos. Saiba quais.

A amniocentese é uma técnica invasiva, geralmente realizada durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez.

O procedimento implica a colheita do líquido amniótico, que envolve e protege o bebé durante a gestação, e as células do útero para fins diagnósticos ou de tratamento.

Este exame pré-natal pode fornecer informações úteis sobre a saúde do bebé.1, 2, 3, 4 e 5

Para que serve a amniocentese?

A amniocentese pode ser realizada por diversos motivos, nomeadamente para:2 e 5

  • Diagnóstico de infeção fetal: ocasionalmente, esta técnica é usada para procurar infeções ou outras doenças no bebé;
  • Testes genéticos: pode detetar distúrbios cromossómicos, genéticos ou defeitos congénitos, como síndrome de Down, doença de Tay-Sachs e defeitos do tubo neural, como espinha bífida ou anencefalia;
  • Tratamento: este exame também pode ser realizado para drenar o líquido amniótico do útero se houver acumulação excessiva, uma condição chamada polidrâmnio;
  • Teste pulmonar fetal: se o parto for planeado para antes de 39 semanas, pode ser necessário testar o líquido amniótico para aferir se os pulmões do bebé estão desenvolvidos o suficiente para o nascimento. Isso raramente é feito.

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Quando fazer uma amniocentese?

Nem todas as grávidas precisam de realizar este procedimento.

Geralmente, o exame é recomendado entre a 15.ª e a 20.ª semana de gestação para mulheres com um maior risco de doenças congénitas.

Também pode ser usado para acompanhamento quando um teste anterior sugere um problema.

O médico pode recomendar esta técnica quando:3, 4 e 5

  • Um exame de rastreio pré-natal sugere que o bebé pode nascer com alguma condição específica, como síndrome de Down, síndrome de Edwards ou síndrome de Patau;
  • Uma gravidez anterior foi afetada por uma condição genética;
  • Há histórico familiar de uma condição genética, como anemia falciforme, talassemia, fibrose cística ou distrofia muscular;
  • A grávida tem mais de 35 anos no momento do parto.

Estas são algumas das condições em que a amniocentese pode ser usada para exames genéticos e cromossómicos do 2.º trimestre da gravidez.

Além disso, pode ser usada no 3.º trimestre da gestação para diagnosticar maturidade pulmonar fetal, infeção uterina e doença do fator Rh.

Riscos

A maioria dos procedimentos são seguros.

No entanto, esta técnica pode ter riscos sérios, tanto para a saúde da mulher como para o feto, tais como:2, 3, 4 e 5

  • Vazamento de líquido amniótico: pode ocorrer pela vagina após o exame. Geralmente, a quantidade de líquido perdida é pequena e cessa em até uma semana sem afetar a gravidez;
  • Sensibilização ao fator Rh: pode fazer com que as células sanguíneas do bebé entrem na corrente sanguínea da grávida;
  • Transmissão de infeções: uma pessoa com uma infeção, como VIH, hepatite C ou toxoplasmose, pode transmiti-la ao bebé durante o exame;
  • Lesão por agulha: durante o procedimento, o bebé pode mover um braço ou uma perna de encontro à agulha;
  • Infeção: pode desencadear uma infeção uterina.

Ainda assim, as complicações são raras. Em menos de 1% dos casos, a amniocentese leva a aborto espontâneo ou parto prematuro.

A amniocentese causa dor?

É possível sentir desconforto ou ardor quando a agulha é inserida na pele.
Durante o procedimento, também pode sentir cólicas leves, semelhantes às menstruais.

Essas cólicas podem durar algumas horas após o exame.2, 4 e 5

Resultados

Geralmente, os resultados ficam prontos em cerca de 10 a 14 dias.

No que diz respeito ao procedimento genético, os resultados podem excluir ou diagnosticar algumas condições genéticas. No entanto, o teste não consegue identificar todas as condições genéticas e doenças congénitas.

Na Unilabs, o tempo de resposta da cariotipagem do líquido amniótico é de 11 dias úteis.2, 4 e 5

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Alternativas ao exame da amniocentese

Uma alternativa é um exame chamado biópsia das vilosidades coriónicas (BVC), caracterizado pela colheita de uma amostra de células da placenta.

Geralmente, a biópsia é realizada entre a 11.ª e a 14.ª semana de gestação, embora possa ser realizada posteriormente, se necessário.

Além disso, a BVC pode ser efetuada por via abdominal ou por via vaginal.3, 6, 7 e 8

Qual é a diferença entre a BVC e a amniocentese?

A biópsia da vilosidade coriónica é realizada no início da gravidez, entre 10 e 13 semanas, enquanto a amniocentese ocorre após 15 semanas. Além disso, a BVC não consegue detetar condições como defeitos do tubo neural.5

Existe algum exame menos invasivo?

O teste de ADN fetal livre pode detetar algumas anomalias cromossómicas, como a síndrome de Down. No entanto, condições genéticas como a fibrose cística não podem ser diagnosticadas por meio desse exame de sangue.

A amniocentese continua a ser o método de diagnóstico predileto de doenças cromossómicas e genéticas.5

Fontes:

  1. NCBI (2023). Amniocentesis. Disponível aqui.

  2. Mayo Clinic (2022). Amniocentesis. Disponível aqui.

  3. NHS (2022). Amniocentesis. Disponível aqui.

  4. Johns Hopkins Medicine. Amniocentesis. Disponível aqui.

  5. Cleveland Clinic (2022). Amniocentesis. Disponível aqui.

  6. Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE. AMNIOCENTESE E BIÓPSIA DAS VILOSIDADES CORIÓNICAS. Disponível aqui.

  7. Cleveland Clinic (2024). Chorionic Villus Sampling for Prenatal Diagnosis. Disponível aqui.

  8. Johns Hopkins Medicine. Chorionic Villus Sampling (CVS). Disponível aqui.

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